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A reforma dos canaviais

11 de dezembro de 2011 0

A safra de cana-de-açúcar que se encerra no centro sul passou por condições e restrições agrícolas que a diferencia das safras anteriores.

Uma dessas condições teve sua origem 2009 e se estendeu até 2010.

Como todas as atividades comerciais, também a cultura da cana foi atingida pela crise financeira que abalou o mundo naqueles anos. Naquele cenário, houve uma drástica redução nos investimentos e, nessa cultura, a reforma dos canaviais deixou de ocorrer nas dimensões necessárias.

Em consequência disso, houve um envelhecimento dos canaviais e o impacto é uma drástica redução na produtividade agrícola.

A recuperação desta produtividade só acontece com o novo plantio e este precisa do suprimento de mudas. Como houve redução nos investimentos, também não houve a formação de viveiros para a adequada disponibilidade de muda. Com isso, a reforma, quando ocorreu, foi realizada com canas das áreas  de produção comercial e, portanto, não adequadas do ponto de vista da fitossanidade e idade para plantio.

As consequências disso são um dos fatores que explicam a baixa produtividade desta safra. Nos próximos blocos veremos outros fatores que impactaram nesta safra.

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A Safra de cana-de-açúcar de 2011

04 de dezembro de 2011 0

Com a safra praticamente encerrada no centro sul começam as análises sobre o que foi conseguido em produtividade.

Nessas análises são utilizados parâmetros que, no geral, reforçam os diferentes enfoques explorados nas argumentações.

Muitas vezes o que se observa são informações pontuais que, de fato, não mostram as reais causas que levam a determinados índices de produtividade.

Nos próximos blocos veremos dados da safra atual comparados com produções anteriores em uma análise que tentará ser mais abrangente na busca de explicações para o que foi conseguido.

Após os comentários sobre a atual safra,  vamos verificar o que se pode esperar da safra de 2012.

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MANCHA DE CURVULARIA, UMA NOVA DOENÇA DA CANA-DE-AÇÚCAR.

27 de julho de 2011 0

A ocorrência de sintomas de uma nova doença da cana-de-açúcar, foi verificada na região de Ribeirão Preto, no ano passado. Esta nova doença recebeu o nome de Mancha de Curvulária. O agente causal é um fungo identificado como Curvularia inaequalis (Shear) Boedijn.
Como característica desta enfermidade cita-se a presença de manchas avermelhadas nas folhas e nas bainhas, além de podridão de colmos nas regiões próximas às bainhas. Com o término da época chuvosa, os sintomas evoluem para murcha e seca de colmos. Estes sintomas foram observados na variedade CTC10.
Não existem fungicidas registrados contra essa doença. A recomendação técnica é a troca da variedade por outra onde o sintoma ainda não foi observado.
Em 2009 foi identificada a ocorrência de outra nova doença da cana-de-açúcar aqui no Brasil, que é a Ferrugem Alaranjada. Em 2010, chegou a Mancha de Curvularia.
Preparemo-nos. Fortes emoções podem estar a caminho.

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Como recolher a palha após a colheita da cana?

24 de junho de 2011 0

Hoje, já está disponível a colheita e transporte da palha junto com a cana e a separação é realizada na indústria através da tecnologia de limpeza a seco, desenvolvida pelo CTC – Centro de Tecnologia Canavieira em parceria com o ITA. No processo,a separação da palha e cana ocorre por correntes de vento.

O que está em fase de desenvolvimento é o recolhimento da palha através de fardos, que exige tecnologias de aleiramento, enfardamento, carregamento, transporte, recepção e processamento na indústria.

Na prática, é como o transporte da própria cana quando do início do desenvolvimento industrial desta cultura. Se hoje temos tecnologias bem desenvolvidas para o transporte dos colmos, para a palha tudo ainda está por fazer. Parceria entre o CTC e a New Holland está desenvolvendo tecnologias e projetando os equipamentos necessários. Assim, como hoje vemos caminhões transportando cana, em breve veremos similares transportando enormes fardos de palha que, além de gerarem energia para o processo industrial, também iluminarão residências e locais públicos.

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O que fazer com a palha após a colheita da cana?

21 de junho de 2011 0

A palha que fica no campo como consequência da colheita da cana sem a utilização da queima torna-se um novo e atraente produto agrícola.

Se ela traz transtornos ao produtor quanto ao manejo da área após a colheita, também traz expectativas de renda com a sua utilização no processo industrial.

Hoje, ela pode ser usada para a queima nas caldeiras, gerarando energia elétrica. No futuro, será matéria prima para a produção do chamado etanol de segunda geração ou etanol de biomassa. Em um horizonte um pouco mais distante, será matéria prima para alimentar o que estamos chamando de Bio-refinaria - a usina do futuro. Nesta época deverá estar pronta a tecnologia chamada gaseificação.

Na gaseificação, a biomassa será transformada em gás e, através, de reações químicas, os componentes da biomassa serão transformados em produtos que hoje só são obtidos através do refino do petróleo. É isso mesmo, a base petróleo poderá ser substituída pela biomassa.

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