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Desempenho da produção e das exportações - Aves e Suínos

16 de julho de 2014 0

Cenários  

A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) apresenta, a seguir, o desempenho da produção e das exportações brasileiras de carnes de frangos e de suínos.

As pequenas variações comparativas entre 2013 e 2014 na produção de carne de frango (com alta) e de carne suína (com retração) destacam o cenário ajustado de oferta de produtos, com perspectiva da manutenção dos níveis de consumo per capta em suínos – de 15 kg/hab/ano – e leve elevação em frangos – para 43 kg/hab/ano.

Em meio a este panorama, destacam-se os leves impactos de consumo percebido como resultado da realização da Copa do Mundo da FIFA 2014™ – no caso de frangos, os efeitos foram sentidos nas vendas de asas e de coração.   O evento, aliás, se consolidou como uma oportunidade para a promoção dos setores e a realização de negócios. Em parceria com a Apex-Brasil, a ABPA trouxe para o país dezenas de importadores.  Ações de imagem junto a jornalistas estrangeiros também foram promovidas.  Para o público do mercado interno, realizamos ações especiais nas redes sociais e em pontos de encontros das torcidas, como a Vila Madalena, em São Paulo (SP).

Com relação ao mercado externo, destaca-se, em 2014, a abertura do mercado do Paquistão para a carne de frango do Brasil – que está em fase final de negociação. Também apresentou impacto positivo neste ano a habilitação de cinco novas plantas exportadoras de aves para a China (agora, com 29 plantas habilitadas, no total), influenciando diretamente no saldo embarcado para o país asiático.

A busca por novos mercados, aliás, está na pauta prioritária da ABPA, e é uma de suas principais metas.  Em suínos, Coreia do Sul e México estão com negociações avançadas – uma missão organizada pela ABPA está prevista para o mercado mexicano no fim de julho, com participação do ministro da Agricultura, Neri Geller.  A missão também focará a ampliação dos embarques de carne de frango, ovos férteis e abertura para material genético.

Durante o VI Encontro da Cúpula dos BRICS (Fortaleza/CE), a ABPA participou de uma série de reuniões com autoridades da China, Índia, Rússia e África do Sul.   Com a presença de autoridades chinesas, a entidade buscou a agilização da habilitação de sete plantas frigoríficas de aves e uma de carne suína para o país asiático – que já foram visitadas por missão em 2012 – e tratou da viabilização de novas missões para habilitação de outras unidades.

Sobre a África do Sul, a ABPA tem negociado a reversão do aumento das tarifas na carne de frango (de 27% para 82%), que impactou negativamente nos embarques entre janeiro de maio deste ano (de 16% em volume e 51% em receita).  Junto às autoridades indianas, a associação destacou a inviabilidade das exportações devido às tarifas de exportação impostas – que chegam a 100%, no caso de cortes e processados.

Com relação à Rússia, a ABPA propôs o aprimoramento dos sistemas de exportações existentes, com o objetivo de dar maior autonomia às autoridades brasileiras quanto à indicação de plantas industriais que atendam os requisitos técnicos da União Aduaneira (bloco do qual a Rússia faz parte).

Novas ações estão previstas pela associação até o fim de 2014 em feiras internacionais e junto a autoridades estrangeiras.  Ações de promoção no mercado interno também estão na programação, como a São Paulo Frango Week e outras iniciativas nas redes sociais.    Como entidade nacional do setor de aves, ovos e suínos, a ABPA buscará fortalecer, ainda mais, o consumo e as exportações das proteínas brasileiras.

 

AVICULTURA

Produção de carne de frango

Conforme os levantamentos feitos pela ABPA, a produção brasileira de carne de frango totalizou 6,090 milhões de toneladas entre janeiro e junho de 2014, resultado 0,43% maior em relação ao primeiro semestre do ano passado.

Deste total, 4,188 milhões de toneladas de carne de frango foram destinadas ao mercado interno, número 0,34% maior em relação aos seis primeiros meses de 2013.

Exportações da avicultura

Conforme levantamentos da ABPA, as exportações totais da avicultura (incluindo carne de frango, de peru e de outras aves, ovos, material genético e ovos férteis) atingiram 1,979 milhão de toneladas entre janeiro e junho de 2014, resultado 0,1% maior em relação ao mesmo período do ano passado.

Em receita, houve redução de 9,6% no desempenho do setor durante o primeiro semestre, totalizando US$ 3,959 bilhões.

Exportações de carne de frango

As exportações brasileiras de carne de frango (considerando frango inteiro, cortes, processados e salgados) entre janeiro e junho deste ano apresentaram alta de 0,6% em relação ao mesmo período do ano passado, totalizando 1,902 milhão de toneladas.  Em receita, houve queda de 9,2% segundo a mesma comparação, com US$ 3,717 bilhões.

Considerando apenas o mês de junho, foi registrado decréscimo de 3,1% nos volumes exportados pelo segmento, totalizando 296,3 mil toneladas – resultado direto das chuvas ocorrentes no período, que atrapalharam os embarques. Também houve redução na receita, de 2,4%, com US$ 616,6 milhões.

Com relação aos preços das exportações, houve queda de -9,8% na média de preço entre janeiro e junho de 2014 em relação ao mesmo período do ano passado, girando em US$ 1.954,00 mil por tonelada no semestre.  No mês de junho, entretanto, houve crescimento de 0,8% na comparação com o mesmo mês de 2013, chegando a US$ 2.081,00 por tonelada.

No desempenho por produto, os cortes mantiveram-se como principal produto exportado pelo setor avícola brasileiro, com 1,031 milhão de toneladas embarcadas no primeiro semestre de 2014, resultado 3,4% maior em relação ao mesmo período do ano passado.  Os embarques de frango inteiro, na segunda posição, totalizaram 707,6 mil toneladas (-3,4%).  Carnes salgadas, com 84,4 mil toneladas (+0,4%) e industrializados, com 78,5 mil toneladas (+4,2%), completam a lista.

Verificando as regiões importadoras de carne de frango made in Brazil, o Oriente Médio permaneceu como principal importador, com 675,4 mil toneladas embarcadas entre janeiro e junho deste ano, dado 8,1% menor em relação ao primeiro semestre de 2013. Em segundo lugar, a Ásia foi destino de 564,5 mil toneladas (+5,7%).  No terceiro posto, a África importou 244 mil toneladas (-4%).  Em quarto, a União Europeia foi responsável por 199 mil toneladas (-1,9%).  Os países das Américas, como quinto maior destino, importaram 175,4 mil toneladas (+44%).  Os países da Europa que não são membros da União Europeia, com 42,2 mil toneladas (+3,2%) e da Oceania, com 955 toneladas (+10,7), completam a lista.

No ranking dos maiores destino de importação, a Arábia Saudita se manteve na liderança, com 319 mil toneladas importadas entre janeiro e junho.  A União Europeia, em segundo lugar, foi responsável por 199 mil toneladas.  Na terceira posição, o Japão importou 194 mil toneladas. Quarto maior importador, Hong Kong foi destino de 156 mil toneladas. Em quinto lugar, os Emirados Árabes Unidos importaram 124 mil toneladas.

Dentre os maiores estados exportadores, o Paraná manteve-se na liderança em volume e receita durante o primeiro semestre, com 588 mil toneladas e US$ 1,056 bilhão.  Santa Catarina, na segunda posição, embarcou 462,6 mil toneladas, com receita de US$ 1,017 bilhão. Terceiro maior exportador, o Rio Grande do Sul foi responsável por 340,2 mil toneladas e receita de US$ 632,7 milhões. Na quarta posição, São Paulo exportou 127,3 mil toneladas, gerando receita de US$ 229,8 milhões.  No quinto posto, as exportações de Minas Gerais totalizaram 95,2 mil toneladas, com US$ 160,9 milhões em receita.

Um dos fatores que influenciaram a queda em junho foi o fim do ano-cota para a União Europeia, que restringiu o período de embarques para o velho continente a apenas 10 dias no mês.   É uma situação esperada dentro do ciclo deste mercado. Iniciaremos em julho um novo ano-cota.   A ocorrência de chuvas no período também atrapalhou os embarques nos principais portos.

Há retomada nos níveis de receita das exportações de carne de frango.  O percentual de queda de volume maior que o de receita mostra um comportamento que já havíamos notado em maio, de melhora nos níveis dos preços internacionais.

Ovos

As exportações brasileiras de ovos (in natura e processado) totalizaram 4,940 mil toneladas entre janeiro e junho de 2014, resultado 25% menor em relação ao mesmo período do ano passado.  Em receita, a queda foi de 40,6% (segundo o mesmo período comparativo), com US$ 7,160 milhões obtidos no primeiro semestre deste ano.

Verificado apenas o mês de junho, houve queda de 4,6% em volumes – com 367 toneladas exportadas – e de 23,9% em receita – com US$ 578 mil.

Peru

Os embarques de carne de peru atingiram 62 mil toneladas no primeiro semestre de 2014, número 17,5% menor em relação ao mesmo período de 2013.  Houve queda também em receita, de 25,5%, totalizando US$ 166,1 milhões.

Considerando apenas os resultados de junho, houve queda de 17% em volumes neste ano, com 8,3 mil toneladas.  Retrações também foram registradas na receita de embarques do mês, de 20,6%, com US$ 22,4 milhões no sexto mês de 2014.

Patos, marrecos e outras aves

O volume das exportações de carne de patos, marrecos e de outras aves registrou forte elevação no primeiro semestre de 2014, com 429,5%, chegando a 3,881 mil toneladas. Também houve elevação na receita do segmento, de 115,7%, atingindo US$ 5,237 milhões entre janeiro e junho deste ano.

Na análise mensal, foram registradas retrações de 17,1% em volume, com 101 toneladas embarcadas em junho, e de 33,7% em receita, com US$ 362 mil.

Ovos férteis

Com crescimento destacado entre os segmentos da avicultura, as exportações de ovos férteis no primeiro semestre de 2014 registraram alta de 52,2% em volume – com 5,749 mil toneladas – e de 53,9% em receita – com US$ 34,8 milhões.

O desempenho foi bastante positivo, também, no mês de junho.  Em volume, houve crescimento de 85,2% – com 1,023 mil toneladas.  Em receita, a elevação foi de 90,3%, com US$ 6,531 milhões.

Material genético

No primeiro semestre de 2014, os embarques de material genético avícola registraram queda de 30,1% em volume, com 375 toneladas.  Já em receita, houve incremento de 4,9%, com US$ 29,1 milhões.

Verificando-se o desempenho do mês de junho, foi registrada redução de 40,8% nas exportações do segmento, com 61 toneladas.  Em receita, entretanto, houve elevação de 7,9%, com US$ 5,521 milhões.

 

SUINOCULTURA

Produção de carne suína

De acordo com os levantamentos feitos pela ABPA, a produção de carne suína do Brasil totalizou 1,394 milhão de toneladas entre janeiro e junho de 2014, resultado 0,57% menor em relação ao primeiro semestre do ano passado.

Deste total, 1,159 milhão de toneladas foram destinadas ao mercado interno, volume 0,24% inferior ao total registrado nos seis primeiros meses de 2013.

Exportações de carne suína

No acumulado do ano, o Brasil exportou 235,858 mil toneladas, obtendo US$ 698,86 milhões, queda de 1,94% no volume e aumento de 10,89% na receita em comparação com o primeiro semestre do ano passado.

Em junho, as exportações brasileiras de carne suína aumentaram 8,21% em volume (43,960 mil toneladas) e 69,81% em valor (US$ 167,25 milhões) em relação a junho de 2013.

Houve, também, elevação de 56,93% no preço médio, em função da redução de oferta do produto no mercado internacional, para o que concorreram eventos sanitários como a peste suína africana e a diarreia epidêmica suína (PED) – registradas em importantes produtores como Estados Unidos, México e Canadá.

A Rússia continuou à frente das importações, com participação de 50,58% nas vendas brasileiras de carne suína, patamar que se distancia bastante dos cerca de 30% de participação nos últimos meses. Os russos aumentaram em 74,28% as suas compras em relação a junho de 2013. No mês, os embarques para aquele mercado totalizaram 22,233 mil toneladas e US$ 112,03 milhões. Em receita, as exportações para a Rússia cresceram 233,83% ante igual período do ano passado.

De janeiro a junho, os embarques para a Rússia aumentaram 21,29% em toneladas (83,760 mil toneladas) e 66,97% em receita (US$ 336,05 milhões).

O aumento significativo da participação da Rússia nas exportações brasileiras já era previsto e se explica pelo contexto internacional político e sanitário. O conflito da Rússia com a Ucrânia, com envolvimento dos EUA e da União Europeia, concorrentes do Brasil naquele mercado, acabou favorecendo as vendas brasileiras de carne suína. Já em relação ao contexto sanitário, o crescimento das vendas para a Rússia se deve à ocorrência de peste suína africana na Europa e de diarreia epidêmica suína nos EUA.

Os embarques do Brasil para a Rússia aumentaram, também, porque houve redução da oferta interna de carne suína naquele mercado, uma vez que a Ucrânia, que comprava do Brasil, repassava volumes importantes para lá. Atualmente, as vendas brasileiras para a Ucrânia estão em níveis muito baixos.

Os principais destinos da carne suína em junho foram: Rússia, Hong Kong, com 7,067 mil toneladas (16,08% de participação), Angola, com 4,130 mil toneladas (9,39%), Singapura, com 2,847 mil toneladas (6,48%), e Uruguai, com 1,943 mil toneladas (4,42%).

Para a Ucrânia o Brasil vendeu 330 toneladas em junho, crescimento de 14,65%, ante o mesmo intervalo de 2013. Porém, no acumulado do ano, as exportações para a Ucrânia caíram quase 89% em volume, passando de 25,385 mil toneladas de janeiro a junho de 2013 para 2,798 mil toneladas no mesmo período deste ano.

As exportações brasileiras para a Argentina foram de 602 toneladas, uma queda de 9,13%. No acumulado do ano, houve redução de 51,42% nas vendas de carne suína para o país vizinho.

Os cinco principais estados exportadores foram: Santa Catarina (17,525 mil toneladas), Rio Grande do Sul (8,864 mil toneladas), Goiás (7,165 mil toneladas), Minas Gerais (5,019 mil toneladas), Paraná (3,585 mil toneladas), Mato Grosso do Sul (1,331 mil toneladas).

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Abertura junto aos BRICS

15 de julho de 2014 0

Participei nesta semana de encontros com representações privadas e oficiais da China, Índia, Rússia e África do Sul, em programação que acontece durante a reunião dos Chefes de Estado da VI Cúpula dos BRICS, em Fortaleza (CE).

Buscaremos, juntamente com representantes do Ministério das Relações Exteriores, desatar entraves para a ampliação das exportações de carne suína e de aves do Brasil.

Um dos desafios para o encontro é a agilização da habilitação de sete plantas frigoríficas de aves e uma de carne suína para a China.  Estas unidades produtivas já foram visitadas por missão em 2012, e agora aguardam autorização para os embarques. Atualmente, 29 plantas de aves e seis de suínas estão habilitadas para embarcar produtos ao mercado chinês.  Também queremos viabilizar novas missões para habilitação de outras plantas que já responderam a questionários de autoridades chinesas.

Com relação à África do Sul, o aumento da tarifação na carne de frango (de 27% para 82%) impactou negativamente nos embarques entre janeiro de maio deste ano (de 16% em volume e 51% em receita).  Com o aumento das tarifas, os embarques para o mercado sul-africano se concentraram em carne mecanicamente separada, que tem menor valor agregado em relação ao frango inteiro e cortes. Queremos a readequação das tarifas aplicadas, permitindo um fluxo comercial maior e mais qualificado entre os dois países.

Existem ainda grandes entraves com relação à Índia e Rússia.  Sobre a Índia, embora aberta para embarques de carne de frango do Brasil, as tarifas de exportação aplicadas pelas autoridades locais – que chegam a 100%, no caso de cortes e processados – inviabilizam o comércio.

Para a Rússia, queremos solver problemas estruturais nos embarques de carne suína e de frango. A proposta da ABPA é pelo aprimoramento dos sistemas existentes, de tal forma que proporcionem maior autonomia às autoridades brasileiras quanto à indicação de plantas industriais que atendam os requisitos técnicos da União Aduaneira (bloco do qual a Rússia faz parte).

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Exportações: alta em volume de frango e receita de suínos

08 de julho de 2014 0

Dados coletados pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) mostram que as exportações brasileiras de carne de frango (considerando frango inteiro, cortes, processados e salgados) entre janeiro e junho deste ano apresentaram alta de 0,7% em relação ao mesmo período do ano passado, totalizando 1,902 milhão de toneladas.  Em receita, houve queda de 9,2% segundo a mesma comparação, com US$ 3,718 bilhões.

Considerando apenas o mês de junho, foi registrado decréscimo de 3,1% nos volumes embarcados pelo segmento, totalizando 296,4 mil toneladas.  Também houve redução na receita, de 2,2%, com US$ 617,6 milhões.

Um dos fatores que influenciaram a queda em junho foi o fim do ano-cota para a União Europeia, que restringiu o período de embarques para o velho continente a apenas 10 dias no mês.   É uma situação esperada dentro do ciclo deste mercado. Iniciaremos em julho um novo ano-cota.

No entanto, há retomada nos níveis de receita das exportações de carne de frango.  O percentual de queda de volume maior que o de receita mostra um comportamento que já havíamos notado em maio, de melhora nos níveis dos preços internacionais.

Já as exportações de carne suína in natura realizadas entre janeiro e junho deste ano registraram queda de 1% em relação ao ano anterior, totalizando 200,7 mil toneladas no período.  Já em receita, houve crescimento de 12,6%, com US$ 635,9 milhões.

Na avaliação mensal, houve crescimento tanto em volumes – de 13,5%, com 38,9 mil toneladas – quanto em receita – de 77,9%, com US$ 157 milhões.

A receita vem mantendo ritmo de crescimento mês após mês em 2014, saltando de US$ 80,9 milhões em janeiro para US$ 157 milhões em junho.  Este comportamento mostra o cenário positivo para as exportações do setor neste ano, que vem conseguindo melhorar o rendimento mesmo com um volume menor em relação ao ano passado.

Tanto em carne de frangos quanto em suínos houve melhora na rentabilidade em Reais.  Quando convertida a receita para Reais, vemos saldo positivo no mês e no acumulado do ano das cadeias produtivas, o que favorece a manutenção da renda para o produtor.

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O peso da proteína animal no acordo UE-Mercosul

02 de julho de 2014 0

A negociação do acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia, que se aproxima da fase da troca de ofertas, desde o final de março tem um elemento novo: a criação da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), resultado da junção da Ubabef (aves) e da Abipecs (suínos). Trata-se da maior entidade representativa do setor de proteína animal do Brasil, com 132 associados, um PIB de R$ 80 bilhões e exportações, em 2013, de US$ 10 bilhões, o equivalente a 4,1% das vendas externas totais brasileiras e a 10% das exportações do agronegócio do País.

 A ABPA veio para fortalecer os dois setores nas negociações de assuntos internos e externos. Como é o governo que negocia o acordo UE-Mercosul, cabe a nós sermos uma força articuladora, um instrumento de entusiasmo e pressão, que apoia os negociadores nos momentos críticos e também indica as prioridades das cadeias avícolas e suinícolas. Além disso, sabemos quão crítico é o apoio de outros setores envolvidos nas negociações para a conclusão exitosa do acordo bi-regional. Sendo assim, conclamamos todo o agronegócio, a indústria e o setor de serviços do Brasil a buscarem uma proposta consensual junto aos parceiros do Mercosul.

 Um de nossos desafios é apresentar ao governo uma proposta única do Mercosul para o setor de carne suína, semelhante à que existe para as aves e que foi considerada um exemplo pela diplomacia brasileira.

 Nesse sentido, a ABPA desenvolveu uma primeira ação na Argentina, cujo relacionamento com o Brasil, em matéria avícola, é fluido e sinônimo de bom entendimento nas negociações intra-Mercosul. Porém, semelhante situação não vem ocorrendo no setor suinícola. Em reuniões mantidas na embaixada do Brasil em Buenos Aires, em 15 de maio, a ABPA iniciou uma aproximação com as entidades locais: a Associação Argentina de Produtores de Suínos (AAPP), a Câmara Argentina da Indústria de Embutidos e Processados (Caicha) e a União da Indústria de Carnes da Argentina (Unica), que congrega frigoríficos de bovinos, equinos, ovinos e suínos. O objetivo é reconstruir pontes comerciais entre os dois países no que diz respeito ao comércio de carne suína, afetado negativamente pela política de controle de importações do governo de Cristina Kirchner. Nossos vizinhos compraram apenas 12 mil toneladas de carne suína brasileira em 2013, metade do volume adquirido em 2012 e três vezes e meia menos do que em 2011.

 Nesta fase crucial da elaboração de ofertas para o acordo UE-Mercosul, a mensagem principal aos parceiros do bloco é a de que precisamos nos unir para apresentar ofertas consistentes com a competitividade e a importância de nossas cadeias produtivas avícolas e suinícolas, no contexto do comércio mundial. Para o governo brasileiro, nossa manifestação como ABPA é que o Brasil se empenhe na conclusão bem-sucedida do acordo com a União Europeia, pois a verdade é que o País está carente de pactos comerciais bilaterais e plurilaterais.

 Como em toda negociação comercial, há interesses ofensivos e defensivos. Do lado europeu, é conhecido o protecionismo do setor agrícola e as posições ofensivas da indústria e dos provedores de serviços. Já no Mercosul ocorre o contrário. O agronegócio é exportador e altamente competitivo, enquanto a indústria e o setor de serviços buscam se proteger da concorrência europeia.

 Na elaboração das ofertas, o objetivo é alcançar a quantidade mínima de produtos, prometida aos europeus, que terá a alíquota zerada (87% do comércio entre os blocos).

O Mercosul tem mais a ganhar do que a perder com o acordo UE-Mercosul. No caso brasileiro, a postura em aves é ofensiva. Desde 2004, o País é o maior exportador de carne de frango do mundo e o terceiro produtor, atrás dos EUA e da China. Quanto à carne suína, somos o quarto principal produtor e exportador, e o setor não seria prejudicado se os europeus exportassem para cá produtos diferenciados.

O Mercosul e a União Europeia precisam enxergar o acordo comercial como um jogo de soma não zero positiva. O acordo bi-regional tiraria o Brasil de uma letargia em matéria de acordos comerciais. Os que temos têm sido pouco ambiciosos. No âmbito regional, além do Mercosul, o Brasil possui acordos de complementação econômica (de preferências tarifárias) celebrados no âmbito da Associação Latino-Americana de Integração – Aladi com Chile, Bolívia, México, Peru, Colômbia, Equador, Venezuela, Cuba, Guiana e Suriname. Fora do contexto regional, o Brasil tem três acordos de livre comercio com Israel, Egito e Palestina, e dois de preferências tarifárias com Índia e África do Sul e com a União Aduaneira da África do Sul (SACU). 

Estamos na contramão da tendência mundial dos megablocos comerciais.

 Os Estados Unidos dispõem de 20 acordos preferenciais em funcionamento. A União Europeia tem 47 e outros 69 sendo negociados ou pendentes de conclusão oficial, além de seis cuja abertura de negociação está sendo considerada. A Parceria Transpacífica (TPP, na siga em inglês) abrange 12 países da região Ásia-Pacífico e deve estar concluída no final deste ano. A Parceria Transatlântica de Comércio e Investimento (TTIP), entre a UE e os EUA, teve as negociações iniciadas em junho de 2013 e quatro rodadas de negociação.

 O Brasil será um dos países mais negativamente impactados pela atual formação de megablocos comerciais, com destaque para a TPP e a TTIP. O setor de carnes provavelmente será o mais atingido dentro do agronegócio brasileiro.

As associações que representam os negócios agropecuários, entre elas a ABPA, precisam reivindicar ao governo a retomada da agenda de política comercial do Brasil e das negociações de acordos regionais e bilaterais. Essa pauta deveria entrar de forma vigorosa no debate da campanha para a eleição presidencial.

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China habilita mais cinco plantas avícolas brasileiras

11 de março de 2014 0

A AQSIQ, órgão de defesa agropecuária do governo da China, acaba de publicar a habilitação de mais cinco plantas brasileiras para exportações de carne de frango para àquele mercado.
As cinco plantas – duas da BRF (de Videira/SC e de Forquilhinha/SC), duas da JBS (de Amparo/SP e de Seara/SC) e uma da Frango Bello (Itaquiraí/MS) – somam-se às 24 unidades já habilitadas para exportações ao mercado chinês.
A entidade avícola e os ministérios da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) e do Desenvolvimento, Indústrias e Comércio (MDIC) vinham negociando há meses a habilitação destas plantas, que deverão gerar impactos positivos no saldo geral das exportações deste ano.
Foi um intenso trabalho, já que todos os parâmetros técnicos já haviam sido atendidos. É uma conquista fundamental para o nosso setor, mostrando a alta capacidade competitiva brasileira, plenamente apta a atender às demandas do mercado internacional de carne de frango.
As negociações com as autoridades chinesas agora seguem para a habilitação de mais plantas avícolas brasileiras.
O mercado chinês é altamente demandante de proteína animal, e nossa parceria comercial tem grande potencial para expansão. Neste sentido, estamos focados, em parceria com o governo brasileiro, para que uma nova missão da AQSIQ venha ao país em breve.
A China é o sexto maior país importador de carne de frango brasileira. Em 2013, foi responsável por 5% de todos os embarques, totalizando 190,3 mil toneladas e US$ 440,7 milhões. Somente nos dois primeiros meses deste ano, foram exportadas para lá 32,3 mil toneladas, com receita de US$ 72,5 milhões.

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Oficializado rótulo sobre não uso de hormônios

04 de fevereiro de 2014 0

Celebramos, hoje, a autorização oficial feita hoje pelo Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (DIPOA / MAPA) para as agroindústrias avícolas fiscalizadas pelo Serviço de Inspeção Federal (SIF) utilizarem nos rótulos a mensagem “sem uso de hormônio, como estabelece a legislação brasileira”.

O próprio MAPA reconheceu a importância de esclarecer o público sobre a não utilização de hormônios na criação de frango, um dos mitos mais antigos e persistentes no setor.

Não apenas o consumidor, mas muitos profissionais da área da saúde equivocadamente acreditam e disseminam a ideia de que são utilizados hormônios na criação de frangos. O MAPA está conosco na luta para esclarecer o público. O próprio ministro Antônio Andrade se empenhou diretamente pela autorização e fez questão de nos ligar para tratar sobre o tema, ciente de que isso é um benefício ao consumidor.

A presença de hormônio em frangos é um mito utilizado para justificar o crescimento e o menor tempo de abate dos frangos comerciais. Pesquisas mostram que a seleção genética é responsável por 90% da eficiência no ganho de peso. As evoluções nas áreas da genética, da nutrição (com base em dieta balanceada e eficiente), além do manejo nutricional, ambiência e cuidado sanitário resultam em uma ave que requer aproximadamente 1/3 do tempo e 1/3 do total de alimento que requeria uma ave produzida na década de 1950, por exemplo.

Para atestar a ausência de adição de hormônios na criação, o Ministério da Agricultura realiza milhares de análises sobre a ocorrência de resíduos nos produtos de todas as empresas do setor avícola cadastradas no SIF, por meio do Plano Nacional de Controle de Resíduos e Contaminantes (PNCRC). Desde a implantação do PNCRC, nunca foram constatadas ocorrências de utilização de hormônios.

Nesse sentido, a utilização da mensagem nos rótulos e também na publicidade ajudará os mais variados públicos a compreenderem que utilização de hormônios em frangos nada mais é que uma mentira para tentar explicar, de maneira equivocada, a fantástica eficiência produtiva que atingimos nas últimas décadas.

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Como o mundo vê o Brasil

03 de fevereiro de 2014 0

Nos próximos meses, o noticiário será ocupado pelas campanhas eleitorais para a Presidência da República. Como sempre acontece, não faltarão inúmeras proposições para a economia. Como ex-ministro da Agricultura e, nos últimos seis anos, como presidente da União Brasileira de Avicultura (Ubabef), visitei mais de 80 países, quando me dediquei também a captar a impressão de meus interlocutores estrangeiros sobre o Brasil. E gostaria de oferecer uma contribuição para o debate. Uma percepção é imediata: o extremo interesse com a posição de nosso país como reserva mundial de produção de alimentos. Jamais ouvi perguntas sobre o futuro de nossa indústria automobilística ou mesmo sobre a exploração do pré-sal. Indagam, sim, a respeito do que estamos fazendo para garantir esse nosso status no agronegócio. Afinal, enquanto em 1998 nossa exportação de carnes era de US$ 1,6 bilhão anuais, em 2013 somou US$ 16,5 bilhões. O Brasil é visto como um país ainda pouco estável nas regras para os investidores. A burocracia e o custo Brasil também são recorrentes no olhar estrangeiro sobre nosso país _ e mencionados como justificativas para que importantes empreendimentos em tecnologia e inovação, por exemplo, não sejam desenvolvidos aqui. O mundo também vê o Brasil como um país ainda muito fechado. E meus interlocutores estrangeiros mencionam a nossa dificuldade em realizar acordos bilaterais. Enquanto isso, o Chile tem acordos com 90% do PIB mundial, incluindo os países da União Europeia. O Brasil precisa perceber que corre o risco de ficar isolado. Isso é mais grave considerando que já estamos perdendo espaço no mercado internacional. No caso da carne de frango, segundo um estudo produzido pela Ubabef em parceria com a consultoria AgroIcone, não fosse a perda de competitividade poderíamos ter obtido receitas adicionais de US$ 1,650 bilhão e gerado cerca de 94 mil empregos diretos e indiretos nos últimos quatro anos. Para reverter isso, temos de reduzir o custo Brasil. Já atingimos uma posição de destaque entre as maiores economias do planeta; mas ainda é necessário um salto para que deixemos de ser uma nação periférica e nos tornemos, finalmente, o país do futuro. Uma preocupação que espero estar presente quando se iniciarem os debates da campanha eleitoral.

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proposta latino-americana sobre rótulos de não uso de hormônios

27 de janeiro de 2014 0

Participo, esta semana, de encontro com representantes de países produtores avícolas vinculados à Associação Latinoamericana de Avicultura (ALA). A reunião acontecerá durante a International Poultry Exposition (IPE), em Atlanta (EUA).
Na oportunidade, apresentarei aos membros de entidades avícolas de países do continente detalhes da estratégia brasileira junto ao público consumidor para o fim do mito da utilização de hormônios na criação de aves. Vamos detalhar as estratégias junto a redes sociais, ações na imprensa e a formadores de opinião e outras iniciativas que temos promovido para desfazer este mito injusto.
Um dos pontos a ser tratados será a adoção voluntária pelas agroindústrias avícolas brasileiras da mensagem “sem hormônios, conforme determina a legislação brasileira”, após publicação de portaria regulamentadora do Ministério da Agricultura do Brasil, prevista para os próximos dias.
A adoção nacional da mensagem nos rótulos é extremamente bem-vista pelas várias lideranças do continente. Muitos querem levar esta proposta para seus países, especialmente os maiores produtores e com maior mercado consumidor, onde o mito é mais persistente.
Os membros da ALA tratarão, ainda, de estratégias para prevenção a focos de Influenza Aviária no continente, por meio de iniciativas conjuntas.
Estamos alinhados para recomendar aos poderes públicos de cada país produtor a instalação de parcerias regionais, com unidades de defesa integradas. O problema da gripe aviária não tem fronteiras. Assim também devem ser as soluções propostas.
Os representantes dos países associados à ALA debaterão, ainda, questões sensíveis do setor, como o uso racional de antimicrobianos, entre outros pontos.

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A avicultura e a Copa do Mundo - Perspectivas para 2014

20 de janeiro de 2014 1

As exportações da avicultura brasileira (carne de frango, peru, patos e marrecos, ovos, material genético, pintos e ovos férteis) totalizaram 4,07 milhões de toneladas em 2013, resultado 1,5% menor em relação a 2012. Em receita, houve crescimento de 2,3%, atingindo US$ 8,55 bilhões. O bom desempenho dos embarques de carne de frango e material genético garantiu o resultado positivo das receitas de exportações.

A avicultura brasileira manteve seu papel determinante no resultado das exportações do agronegócio brasileiro, com 8,6% dos US$ 99,97 bilhões divulgados pelo Ministério da Agricultura.

Nesse sentido, ações estratégicas de fortalecimento à imagem do produto avícola brasileiro, por meio de parcerias com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) foram determinantes para a manutenção dos resultados das exportações de carne de frango – principal produto da pauta do setor – por meio da marca setorial Brazilian Chicken.

As ações em parceria com a Apex-Brasil geraram expectativas positivas para a avicultura. Para o segmento de frangos, por exemplo, promovemos a maior ação já realizada em feiras internacionais do setor avícola, durante a Anuga 2013, na Alemanha. Em ovos, consolidamos recursos financeiros para a conclusão do Plano Nacional de Controle de Resíduos e Contaminantes (PNCRC), o que favorecerá o processo de abertura do mercado europeu para o segmento, possibilitando a ampliação os resultados da marca setorial Brazilian Egg.

Para 2014 são esperados bons resultados na produção e exportações.

No caso da carne de frango, por exemplo, cálculos da UBABEF preveem um crescimento entre 3% e 4%, com volume próximo a 12,7 milhões de toneladas – o que é considerado adequado à demanda do mercado em 2014.

Estudos da Embratur relativos à Copa do Mundo Fifa Brasil 2014 indicam a vinda de mais de 500 mil turistas estrangeiros, que terão gastos diversos, especialmente em hotelaria e alimentação. Neste cenário, a carne de frango deverá ser beneficiada.

Sobre as exportações, espera-se para o próximo ano um crescimento entre 2% e 2,5% sobre os volumes embarcados de 2013. Entre as justificativas para o crescimento está a retomada das exportações para a China aos padrões de 2012, com o retorno da habilitação de mais três plantas, totalizando 24 unidades exportadoras para o mercado chinês.

Se houver total empenho do Governo na agilização da abertura de mercados importantes como Paquistão, Mianmar e Nigéria, e na negociação da redução de tarifas para a Índia, o crescimento das exportações poderá chegar a 5%.

Dentre as ações planejadas para ampliar as exportações também estão iniciativas em parceria com a Apex-Brasil.

Temos ações planejadas durante a Copa do Mundo. Também trabalharemos para o fortalecimento da marca Brazilian Chicken em mercados estratégicos como o Japão. Feiras como a Gulfood (Dubai) e Sial (Paris) também estão no roteiro do setor, fomentando novos negócios.

Para o setor de ovos, espera-se um crescimento superior a 8% na produção, com a produção de 37 bilhões de unidades em 2014.

Nas exportações, espera-se a superação dos níveis de 2012, com o reestabelecimento dos embarques para a Angola – prejudicados durante o segundo semestre de 2013. Também há expectativa com relação à abertura do mercado europeu, após a conclusão do PNCRC do setor de postura.

DADOS DE 2013

PRODUÇÃO

A produção brasileira de carne de frango totalizou, em 2013, 12,308 milhões de toneladas, resultado 2,6% menor em relação ao mesmo período do ano anterior. Com este volume, o consumo per capita atingiu a média nacional de 41,8 quilos por habitante por ano.

Em matrizes de corte (produtoras de pintinhos/frangos), houve queda de 0,9% no alojamento em 2013, com total de 46,142 milhões de cabeças.

Em ovos, a produção total nacional atingiu, no ano passado, 34,12 bilhões de unidades, número 7,4% maior em relação a 2012. O consumo per capita nacional, no segmento, chegou a 168,7 unidades por habitante por ano.

Com relação a perus, a produção atingiu 364 mil toneladas, volume 18% menor, segundo o mesmo período comparativo.

EXPORTAÇÕES

Carne de Frango

As exportações brasileiras de carne de frango totalizaram 3,89 milhões de toneladas em 2013, registrando queda de 0,7% em relação ao ano passado. Já na receita, houve crescimento de 3,4%, com US$ 7,97 bilhões.

Os cortes mantiveram-se como principal produto exportado pelo setor avícola brasileiro em 2013, com 2,068 milhões de toneladas (-3,5%) em relação ao mesmo período do ano passado). Em segundo lugar vieram os embarques de frango inteiro, com 1,484 milhão de toneladas (+4,7%). Na terceira posição estão as carnes salgadas, com 178 mil toneladas (+0,9%) e, por último, os industrializados, com 161 mil toneladas (-10,8%).

Com relação aos destinos das exportações por região, o Oriente Médio manteve-se como maior importador de carne de frango brasileira, com 1,448 milhão de toneladas em 2013 (+3,7%) na comparação com o mesmo período de 2012. A Ásia, em segundo lugar, importou 1,118 milhão de toneladas (-1,9%). Em terceiro lugar, a África foi destino de 525 mil toneladas no mesmo período (-12,2%). Quarto maior destino da carne de frango brasileira, a União Europeia importou 423 mil toneladas (-6,5%). Para os países das Américas foram embarcadas 281 mil toneladas (+29,8%). Já a Europa Extra União Europeia foi destino de 95 mil toneladas (-15,6%). Por fim, as exportações para a Oceania em 2013 atingiram 2 mil toneladas (-16,2%).

Arábia Saudita, com 688 mil toneladas (18% do total), União Europeia, com 423 mil toneladas (11% do total), Japão, com 389 mil toneladas (10% do total), Hong Kong, com 335 mil toneladas (9% do total), Emirados Árabes Unidos, com 244 mil toneladas (6% do total) e China, com 190 mil toneladas (5% do total) foram os principais mercados importadores da carne de frango Made in Brazil.

O Paraná foi o principal estado exportador no Brasil em 2013 em volume, com 1,14 milhão de toneladas. Segundo maior exportador, Santa Catarina totalizou 937 mil toneladas. Em terceiro esteve o Rio Grande do Sul, com 711 mil toneladas. Na quarta posição, São Paulo foi responsável por 246 mil toneladas. No quinto posto, Goiás foi exportou 217 mil toneladas.

Ovos

Os embarques de ovos in natura e processados totalizaram 12,39 mil toneladas em 2013, resultado 54% menor em comparação ao ano passado. Com este resultado, os embarques do segmento atingiram receita de US$ 21,23 milhões, queda de 50% segundo o mesmo período comparativo.

Ovos em casca (in natura) foi o principal produto, com 90% do total. Em seguida, ovo integral líquido representou 8% e a clara desidratada, 2%.

No segmento in natura, Angola foi o principal importador, com 40% do volume total exportado pelo Brasil. Em segundo lugar esteve os Emirados Árabes Unidos, com 25%. Bolívia, na terceira posição, importou 8%.

Já em processados, o Uruguai e os Emirados Árabes Unidos dividiram o primeiro posto, com 25% do total exportado para cada destino. Segundo maior importador, o Japão foi responsável por 22%. Em terceiro lugar esteve Cuba, com 14%.

Perus

As exportações de carne de peru atingiram 161 mil toneladas em 2013, resultado 10% menor em relação ao mesmo período do ano passado. Em receita, o decréscimo foi de 8%, com US$ 459,1 milhões.

Os cortes foram os principais produtos exportados no segmento, com 91,56 mil toneladas (-10,74%). Industrializados vieram em seguida, com 68,9 mil toneladas (-9%). Por fim, os embarques do produto inteiro totalizaram 496 toneladas (-19,88%).

A União Europeia foi o principal destino das exportações do segmento, com 47%. Já para a África do Sul, segunda maior importadora, foram exportados 12% do total. Benin, terceiro maior mercado, importou 10%. Para Angola, no quarto posto, foram 9%. Rússia, na quinta posição, importou 4%.

Patos, Gansos e outras Aves

Neste segmento, as exportações realizadas em 2013 atingiram 2,52 mil toneladas, resultado 18% menor em relação ao mesmo período do ano passado. Estes embarques geraram receita de US$ 6,5 milhões, dado 42% menor com relação aos doze meses do ano passado.

Material Genético

As exportações brasileiras de material genético avícola totalizaram 1,06 mil toneladas em 2013, resultado equivalente ao embarcado no ano anterior. Em receita, o crescimento foi de 19%, com US$ 52 milhões.

Ovos Férteis

Os embarques de ovos férteis atingiram 7,51 mil toneladas em 2013, volume 25% menor em relação ao ano passado. Em receita, houve queda de 26%, com US$ 44,97 milhões.

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Mito dos hormônios: rotulagem para esclarecer o consumidor

07 de janeiro de 2014 0

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) autorizou as empresas do setor avícola a utilizarem em seus rótulos a mensagem “sem uso de hormônio, como estabelece a legislação brasileira”. A utilização da mensagem é facultativa e se estende a todas as agroindústrias compreendidas pelo Sistema de Inspeção Federal (SIF).

De acordo com informações repassadas pelo Ministro da Agricultura, Antônio Andrade, as próprias empresas do setor haviam solicitado ao MAPA permissão para informar seus consumidores sobre a não utilização de hormônios.

A UBABEF tem liderado uma campanha nacional, em parceria com os vários elos do setor avícola nacional, para esclarecer ao público de que não há utilização de hormônios na criação brasileira de frangos. Neste sentido, acreditamos que a informação direta ao consumidor, por meio do rótulo, tenha efeitos rápidos e positivos para, enfim, desfazermos este mito.

É mito, mas persiste no imaginário coletivo a ideia de que se adicionam hormônios na criação de frangos. Como todo animal, o frango possui hormônios naturais, mas o que influencia seu crescimento é principalmente o melhoramento genético por seleção natural (com o cruzamento de animais de melhor ganho de peso), nutrição e manejo adequado. Não há qualquer adição de hormônios em sua criação.

A presença de hormônio em frangos é um mito utilizado para justificar o crescimento e o menor tempo de abate dos frangos comerciais. Pesquisas mostram que a seleção genética é responsável por 90% da eficiência no ganho de peso. As evoluções nas áreas da genética, da nutrição (com base em dieta balanceada e eficiente), além do manejo nutricional, ambiência e o cuidado sanitário resultam em uma ave que requer aproximadamente 1/3 do tempo e 1/3 do total de alimento que uma ave produzida na década de 1950, por exemplo.

Há um rígido controle sanitário promovido pelo Ministério da Agricultura por meio do Plano Nacional de Controle de Resíduos e Contaminantes (PNCRC), com a realização de milhares de análises sobre a ocorrência de resíduos nos produtos de todas as empresas do setor avícola cadastradas no SIF. Desde a implantação do PNCRC, nunca foram constatadas ocorrências de utilização de hormônios – o que comprava que nenhuma empresa brasileira adiciona hormônios na produção de frangos. É importante lembrar que o uso de hormônios é proibido no Brasil e em vários países.

A carne de frango que é servida na mesa do brasileiro segue os mesmos padrões de qualidade dos produtos exportados pelo setor avícola nacional para mais de 150 países – todos eles, com rígido controle de resíduos. O Brasil é o maior exportador mundial desde 2004 e o terceiro maior produtor de carne de aves. O foco na qualidade é mais que um diferencial: é uma necessidade, para que o produto continue a ser absoluto na mesa de consumidores pelo mundo. Toda a gestão de insumos e a produção como um todo é feita com grande responsabilidade e sempre pensando em nosso consumidor.

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