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Conquistas da carne suína brasileira

25 de agosto de 2014 0

A escalada tem sido consistente. Ter chegado à posição de quarto maior exportador mundial é conquista do Brasil obtida com seriedade, responsabilidade, inovação e cuidados especiais para preservar a qualidade e a sanidade da carne suína brasileira. O conjunto desses elementos funciona como um passaporte para o acesso a mais de 70 mercados, atualmente, entre eles Japão, Estados Unidos e Rússia.

A carne suína brasileira está no centro das atenções dos mercados internacionais.  Por estar livre de enfermidades, como a diarreia suína epidêmica (PED) e a febre suína clássica, que prejudicam rebanhos em vários países, o Brasil é visto como fornecedor confiável.

A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), criada em 24 de março de 2014, vem reforçando e ampliando essas conquistas. Em quatro meses de existência, a entidade teve atuação destacada ao reiterar às autoridades brasileiras a necessidade de agir para evitar a entrada da PED, disseminada nos EUA, México, Colômbia, Peru e alguns países asiáticos.

Um dos principais desafios da ABPA, nos próximos anos, será conseguir que a Coreia do Sul, o México e a União Europeia comprem a carne suína brasileira. Negociações para tanto já estão em andamento.

O processo de negociação para a abertura de mercados é lento, em geral. No caso de Santa Catarina, principal estado exportador e produtor de carne suína, foi necessário, primeiramente, a obtenção do status sanitário máximo de livre de febre aftosa sem vacinação, concedido em 2007 pela Organização Internacional de Saúde Animal – OIE. Por ter uma condição sanitária diferenciada, recentemente SC conquistou mercados os mercados de Chile, EUA e Japão, que levam em consideração o status de estado livre de febre aftosa sem vacinação.

Falando em conquistas, em 1998, a exportação de carne suína brasileira estava concentrada na Argentina, em Hong Kong e no Uruguai. Os três mercados, juntos, respondiam por 95% das exportações brasileiras. Hoje, o Brasil exporta para todos os continentes. Houve diversificação, também, de cortes suínos. Em 1998, o Brasil exportava basicamente carcaça; atualmente, as exportações abrangem cortes variados e miúdos, categorias que respondem por 85% das exportações.

Os volumes cresceram exponencialmente: o Brasil exportou 81.565 toneladas de carne suína, em 1998; em 2012, embarcou 581.477 toneladas – um aumento superior a 600%. Em 2014, a expectativa é que o ano termine com embarques de aproximadamente 600 mil t.

Quanto à produção, em 1998, totalizava 2,49 milhões de toneladas. Em 2012, o Brasil produziu 3,49 milhões de t, um aumento de 40,2%. Em 2013, a produção se manteve estável e, em 2014, a previsão também é de valores próximos aos de 2012 e 2013.

Manter-se em quarta posição como exportador não tem sido fácil para o Brasil, pois a indústria de carne suína perdeu competitividade, nos últimos anos. A participação da mão de obra no custo de produção está muito semelhante à dos países concorrentes. Os custos de logística são bem mais altos do que os do principal concorrente, os EUA. O preço de produzir, no campo, se aproxima ao dos EUA.

É por essas razões que apresentamos propostas aos presidenciáveis para a adoção de políticas emergenciais voltadas ao aumento da competitividade no setor de proteína animal. Queremos seguir conquistando novos mercados com seriedade e responsabilidade!

*Publicado no Jornal Correio do Povo

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Valor agregado e exportações, o que precisa mudar

13 de agosto de 2014 0

Pelo conceito de produto por valor agregado, no comércio exterior brasileiro, carne “in natura” é classificada como produto básico, assim como soja, minério de ferro, café em grão, algodão em bruto, mármores e granitos. De acordo com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, por esse critério, “os produtos básicos são aqueles que guardam suas características próximas ao estado em que são encontrados na natureza, ou seja, com um baixo grau de elaboração”.
Já os produtos industrializados, aqueles que sofrem transformação substantiva, são divididos em semimanufaturados, “aqueles que ainda não se encontram em sua forma definitiva de uso (óleo em bruto, açúcar em bruto)”, e manufaturados (açúcar refinado, laminados planos e papel).
O ministério informa que essa classificação é utilizada no comércio exterior brasileiro desde meados dos anos 1960.
Levando em conta o fator “etapas de transformação”, as carnes, ainda que “in natura”, deveriam ser consideradas “manufaturados”, pois são exportadas depois de agregação de valor no processo de transformação do milho e da soja em farelo e, em seguida, em ração animal. O passo final é a produção do frango e do suíno, que são abatidos, processados ou customizados para serem destinados ao mercado externo.
O frango é um produto originado do milho e da soja transformados. Nesse processo entram vacinas, tecnologias de melhoramento animal, de criação e de terminação. Deveria a carne de frango exportada ser considerada um produto básico?
Em junho, uma tonelada de soja valia US$ 500, uma tonelada de carne de frango, US$ 2.030, uma tonelada de carne suína, US$ 3.800. A soja, sim, é um produto básico, uma commodity, mas a carne de frango e a suína deveriam ser classificadas de acordo com a transformação pela qual passaram os grãos.
Se tal conceito valesse para as exportações dessas duas importantes proteínas animais, cujos embarques ao exterior, em 2013, somaram US$ 10 bilhões, o equivalente a 4% das vendas externas totais do Brasil, o montante dos manufaturados subiria bastante e essa categoria de produtos deixaria de perder participação.
A classificação utilizada no comércio exterior brasileiro é antiga. Talvez devêssemos classificar nossos produtos de exportação em baixo, médio e alto valor agregado, dependendo das transformações pelas quais eles passam.
As carnes, por exemplo, poderiam ser classificadas como produtos de médio ou alto valor agregado. Já outros produtos do agronegócio, como o etanol e o suco de laranja, que também passam por transformações em seu processo de produção, são classificados como manufaturados, embora sejam comercializados como commodities.
Se as exportações de frango, em vez de serem transformadas em carne, fossem realizadas em grãos, à razão de 1,7 kg de ração para 1 kg de carne, a receita seria de U$ 2,6 bilhões e não de U$ 8 bilhões.
Nos últimos anos, o Brasil tem exportado menos produtos manufaturados e mais básicos. De acordo com dados da OMC (Organização Mundial do Comércio), em 2012, no ranking em que são computadas apenas exportações de produtos manufaturados, a Coreia do Sul ocupou a 5ª posição, enquanto o Brasil se classificou em 28º lugar.
Ao mesmo tempo que consideramos oportuna e muito importante a discussão sobre a perda de competitividade dos nossos bens industrializados, é preciso levar em conta o peso de alguns setores agroindustriais nas exportações e na competitividade, na geração de empregos e no desenvolvimento de cidades e regiões do país.
O Brasil que transforma e cria riqueza precisa de políticas mais eficientes em matéria tributária, trabalhista, de infraestrutura e logística, de sanidade e de comércio internacional. Políticas que incentivem a agregação de valor aos produtos exportados.
*Artigo publicado na Folha de S. Paulo, no dia 04 de agosto de 2014.

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UM BRASIL SEMPRE CAMPEÃO

04 de agosto de 2014 0

UM BRASIL SEMPRE CAMPEÃO

Passado o longo período desde a preparação até a realização da Copa no Brasil, é hora de virar a página e jogar outros jogos. Perdemos no campo de futebol e no planejamento. Vencemos na receptividade e na acolhida aos visitantes, justamente porque esta tarefa coube às pessoas. São elas que constroem o que há de melhor neste país. E é no jogo da vida real, mais do que na disputa da bola, que podemos sempre esperar grandes vitórias. O agronegócio é o exemplo mais claro disso. Trata-se de um Brasil silenciosamente vencedor, feito por trabalhadores, empreendedores e produtores. Gente que faz deste país o quarto maior exportador mundial de produtos agrícolas, o segundo maior produtor e o terceiro maior exportador de alimentos. Em 2013, o setor foi responsável por 21% do PIB, por 37% dos empregos e pela movimentação de mais de R$ 100 bilhões em exportações. Enquanto a balança comercial brasileira fechou o ano com superávit de apenas US$ 2,5 bilhões, o agro registrou um saldo positivo de US$ 83 bilhões. Temos uma vasta e corajosa cadeia produtiva, que trabalha de sol a sol. Com a genialidade de um Neymar e a aplicação de um Schweinsteiger. O setor alimenta todo o país e movimenta nossa economia de maneira sustentável. Aliás, só há motivos para aumentar a produção e conquistar mais espaço. Segundo dados do World Food Programme, um bilhão de pessoas no mundo sofre de necessidades alimentares. Em um mercado global cada vez mais integrado, precisamos estar preparados para atender a essas demandas – sem que nos descuidemos do abastecimento interno. E temos totais condições de responder a isso, estimulando o potencial do setor. Portanto, estão nos campos agropecuários, não nos esportivos, alguns dos maiores e mais verdadeiros heróis deste país. Ali há exemplos diários de honra e civismo. De ordem e progresso. A Copa se foi, mas os desafios seguem. O Brasil segue, porque é muito maior e mais forte do que isso. Então, sigamos todos adiante, evoluindo com o agro, a fim de gerar mais emprego e renda. E, assim, valorizar o esforço das pessoas e do país que dá certo sempre, mesmo sem os holofotes do espetáculo esportivo.

*Publicado no Jornal Zero Hora do dia 29 de julho de 2014.

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Receita em alta nos embarques de aves e suínos

01 de agosto de 2014 0

Levantamentos feitos pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) mostram que as exportações de carne de frango do Brasil (incluindo frango inteiro, cortes, salgados e processados) totalizaram 371,6 mil toneladas em julho de 2014, resultado 9,6% maior em relação ao mesmo período do ano passado.  Em receita, houve aumento de 14,3% segundo o mesmo período comparativo, chegando a US$ 774,4 milhões – número que é recorde histórico no levantamento mensal do setor.

Considerando o saldo total do ano, as exportações de carne de frango atingiram 2,274 milhões de toneladas entre janeiro e julho, resultado 2% maior em relação aos sete primeiros meses de 2013.  Com este volume embarcado, o setor obteve receita de US$ 4,491 bilhões, dado 5,9% menor em relação ao alcançado entre janeiro e julho do ano passado.

O saldo recorde atingido com a receita de julho, com crescimento superior ao dos volumes exportados, atesta a retomada dos níveis nos preços internacionais das exportações brasileiras de carne de frango”.

Outro ponto defendido pela ABPA com relação ao desempenho das exportações foi comprovado nos resultados de julho: a retomada nos volumes de embarques.

O volume quase 10% maior em relação ao mesmo período do ano passado mostra a tendência apresentada pela ABPA, de retomada nos níveis dos embarques no segundo semestre, o que sustenta as previsões positivas para o saldo geral de 2014.

Ainda conforme os dados da ABPA, as exportações brasileiras de carne suína in natura em julho registraram queda de 20,5% em relação ao mesmo período do ano passado, totalizando 34,4 mil toneladas.  Em receita, houve crescimento de 10% segundo a mesma comparação, com US$ 126,1 milhões.

No acumulado de 2014 (janeiro a julho), foram embarcadas 200,8 mil toneladas de carne suína in natura, resultado 1% menor em relação sete primeiros meses de 2013. Em receita, houve aumento de 12,6% no mesmo período comparativo, com US$ 635,9 milhões.

O comércio exterior do segmento permanece enxuto e pressionado pelas ocorrências sanitárias de Diarreia Suína Epidêmica (PED) na América do Norte e pelo cenário político no leste europeu. Neste contexto, mesmo com volumes menores, os embarques de carne suína vêm alcançando receitas superiores às de 2013

 

 

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Expectativas positivas sobre o México

31 de julho de 2014 0

Após uma intensa agenda de encontros realizados no início da semana com o governo mexicano e com a iniciativa privada local, a missão composta por representantes da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) e pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) – em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) – volta da Cidade do México com boas expectativas sobre a abertura do mercado para a suinocultura e expansão de negócios com a avicultura do Brasil.

Juntamente com o Secretário de Relações Internacionais do MAPA, Marcelo Junqueira, estivemos reunidos nesta segunda-feira (28) com representantes da Secretaria da Economia (equivalente ao Ministério da Fazenda brasileiro) e da Secretaria de Agricultura, Pecuária, Desenvolvimento Rural, Pescas e Alimentação (o “Ministério da Agricultura” local) do governo mexicano.  Os vice-presidentes de aves, Ricardo Santin, e de Suínos, Rui Eduardo Saldanha Vargas, também participaram da missão, juntamente com membros do ministério brasileiro.

Em encontro com o Diretor Geral de Comércio Exterior mexicano, Juan Diaz Mazadiego, destacamos o potencial brasileiro para atuar em complementaridade à demanda do país norte-americano.

O governo mexicano demonstrou interesse em expandir os embarques de aves. Também há a oportunidade de abrir o mercado para as exportações de carne de peru, para até 100 mil toneladas. Destacaram, ainda, que há necessidade de intensificar a importação de material genético avícola, e que o Brasil pode se configurar em um grande provedor. Também nos passaram expectativas bastante positivas com relação à agilização de missões para a abertura à carne suína brasileira.

Já na reunião com representantes da Secretaria de Agricultura local, o Secretário de Relações Internacionais brasileiro firmou uma agenda de trabalho com as autoridades mexicanas para a expansão dos embarques na avicultura e abertura para a carne suína do Brasil. Ele destacou que o momento é favorável, frente às necessidades e à demanda mexicana por produtos avícolas e suinícolas.  Nas palavras do Secretário, ” a ação foi exitosa, muito além de nossas melhores expectativas.  O evento foi uma prova dos bons resultados que a integração da iniciativa privada e do Governo, vista nesta ação em parceria com a ABPA, podem gerar”.

Na manhã desta terça-feira (29), a ABPA e o MAPA, juntamente com o embaixador do Brasil no México, Marcos Raposo Lopes, organizaram um workshop para importadores mexicanos.  Tínhamos a expectativa de adesão máxima de 60 participantes.  Entretanto, mais de 80 empresários estiveram conosco, demonstrando quão favorável é o cenário para os negócios com o Brasil.

Durante o evento realizado na Embaixada Brasileira, ressaltamos a excelência sanitária brasileira – um dos pontos de maior preocupação para os empresários presentes.

O fato de exportarmos para o Japão e para os Estados Unidos serviu como aval para validar nossas qualificações como fornecedor seguro, com status sanitário diferenciado.  Foi notável, também, o forte interesse do empresariado em genética avícola e carne de peru.

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Desempenho da produção e das exportações - Aves e Suínos

16 de julho de 2014 1

Cenários  

A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) apresenta, a seguir, o desempenho da produção e das exportações brasileiras de carnes de frangos e de suínos.

As pequenas variações comparativas entre 2013 e 2014 na produção de carne de frango (com alta) e de carne suína (com retração) destacam o cenário ajustado de oferta de produtos, com perspectiva da manutenção dos níveis de consumo per capta em suínos – de 15 kg/hab/ano – e leve elevação em frangos – para 43 kg/hab/ano.

Em meio a este panorama, destacam-se os leves impactos de consumo percebido como resultado da realização da Copa do Mundo da FIFA 2014™ – no caso de frangos, os efeitos foram sentidos nas vendas de asas e de coração.   O evento, aliás, se consolidou como uma oportunidade para a promoção dos setores e a realização de negócios. Em parceria com a Apex-Brasil, a ABPA trouxe para o país dezenas de importadores.  Ações de imagem junto a jornalistas estrangeiros também foram promovidas.  Para o público do mercado interno, realizamos ações especiais nas redes sociais e em pontos de encontros das torcidas, como a Vila Madalena, em São Paulo (SP).

Com relação ao mercado externo, destaca-se, em 2014, a abertura do mercado do Paquistão para a carne de frango do Brasil – que está em fase final de negociação. Também apresentou impacto positivo neste ano a habilitação de cinco novas plantas exportadoras de aves para a China (agora, com 29 plantas habilitadas, no total), influenciando diretamente no saldo embarcado para o país asiático.

A busca por novos mercados, aliás, está na pauta prioritária da ABPA, e é uma de suas principais metas.  Em suínos, Coreia do Sul e México estão com negociações avançadas – uma missão organizada pela ABPA está prevista para o mercado mexicano no fim de julho, com participação do ministro da Agricultura, Neri Geller.  A missão também focará a ampliação dos embarques de carne de frango, ovos férteis e abertura para material genético.

Durante o VI Encontro da Cúpula dos BRICS (Fortaleza/CE), a ABPA participou de uma série de reuniões com autoridades da China, Índia, Rússia e África do Sul.   Com a presença de autoridades chinesas, a entidade buscou a agilização da habilitação de sete plantas frigoríficas de aves e uma de carne suína para o país asiático – que já foram visitadas por missão em 2012 – e tratou da viabilização de novas missões para habilitação de outras unidades.

Sobre a África do Sul, a ABPA tem negociado a reversão do aumento das tarifas na carne de frango (de 27% para 82%), que impactou negativamente nos embarques entre janeiro de maio deste ano (de 16% em volume e 51% em receita).  Junto às autoridades indianas, a associação destacou a inviabilidade das exportações devido às tarifas de exportação impostas – que chegam a 100%, no caso de cortes e processados.

Com relação à Rússia, a ABPA propôs o aprimoramento dos sistemas de exportações existentes, com o objetivo de dar maior autonomia às autoridades brasileiras quanto à indicação de plantas industriais que atendam os requisitos técnicos da União Aduaneira (bloco do qual a Rússia faz parte).

Novas ações estão previstas pela associação até o fim de 2014 em feiras internacionais e junto a autoridades estrangeiras.  Ações de promoção no mercado interno também estão na programação, como a São Paulo Frango Week e outras iniciativas nas redes sociais.    Como entidade nacional do setor de aves, ovos e suínos, a ABPA buscará fortalecer, ainda mais, o consumo e as exportações das proteínas brasileiras.

 

AVICULTURA

Produção de carne de frango

Conforme os levantamentos feitos pela ABPA, a produção brasileira de carne de frango totalizou 6,090 milhões de toneladas entre janeiro e junho de 2014, resultado 0,43% maior em relação ao primeiro semestre do ano passado.

Deste total, 4,188 milhões de toneladas de carne de frango foram destinadas ao mercado interno, número 0,34% maior em relação aos seis primeiros meses de 2013.

Exportações da avicultura

Conforme levantamentos da ABPA, as exportações totais da avicultura (incluindo carne de frango, de peru e de outras aves, ovos, material genético e ovos férteis) atingiram 1,979 milhão de toneladas entre janeiro e junho de 2014, resultado 0,1% maior em relação ao mesmo período do ano passado.

Em receita, houve redução de 9,6% no desempenho do setor durante o primeiro semestre, totalizando US$ 3,959 bilhões.

Exportações de carne de frango

As exportações brasileiras de carne de frango (considerando frango inteiro, cortes, processados e salgados) entre janeiro e junho deste ano apresentaram alta de 0,6% em relação ao mesmo período do ano passado, totalizando 1,902 milhão de toneladas.  Em receita, houve queda de 9,2% segundo a mesma comparação, com US$ 3,717 bilhões.

Considerando apenas o mês de junho, foi registrado decréscimo de 3,1% nos volumes exportados pelo segmento, totalizando 296,3 mil toneladas – resultado direto das chuvas ocorrentes no período, que atrapalharam os embarques. Também houve redução na receita, de 2,4%, com US$ 616,6 milhões.

Com relação aos preços das exportações, houve queda de -9,8% na média de preço entre janeiro e junho de 2014 em relação ao mesmo período do ano passado, girando em US$ 1.954,00 mil por tonelada no semestre.  No mês de junho, entretanto, houve crescimento de 0,8% na comparação com o mesmo mês de 2013, chegando a US$ 2.081,00 por tonelada.

No desempenho por produto, os cortes mantiveram-se como principal produto exportado pelo setor avícola brasileiro, com 1,031 milhão de toneladas embarcadas no primeiro semestre de 2014, resultado 3,4% maior em relação ao mesmo período do ano passado.  Os embarques de frango inteiro, na segunda posição, totalizaram 707,6 mil toneladas (-3,4%).  Carnes salgadas, com 84,4 mil toneladas (+0,4%) e industrializados, com 78,5 mil toneladas (+4,2%), completam a lista.

Verificando as regiões importadoras de carne de frango made in Brazil, o Oriente Médio permaneceu como principal importador, com 675,4 mil toneladas embarcadas entre janeiro e junho deste ano, dado 8,1% menor em relação ao primeiro semestre de 2013. Em segundo lugar, a Ásia foi destino de 564,5 mil toneladas (+5,7%).  No terceiro posto, a África importou 244 mil toneladas (-4%).  Em quarto, a União Europeia foi responsável por 199 mil toneladas (-1,9%).  Os países das Américas, como quinto maior destino, importaram 175,4 mil toneladas (+44%).  Os países da Europa que não são membros da União Europeia, com 42,2 mil toneladas (+3,2%) e da Oceania, com 955 toneladas (+10,7), completam a lista.

No ranking dos maiores destino de importação, a Arábia Saudita se manteve na liderança, com 319 mil toneladas importadas entre janeiro e junho.  A União Europeia, em segundo lugar, foi responsável por 199 mil toneladas.  Na terceira posição, o Japão importou 194 mil toneladas. Quarto maior importador, Hong Kong foi destino de 156 mil toneladas. Em quinto lugar, os Emirados Árabes Unidos importaram 124 mil toneladas.

Dentre os maiores estados exportadores, o Paraná manteve-se na liderança em volume e receita durante o primeiro semestre, com 588 mil toneladas e US$ 1,056 bilhão.  Santa Catarina, na segunda posição, embarcou 462,6 mil toneladas, com receita de US$ 1,017 bilhão. Terceiro maior exportador, o Rio Grande do Sul foi responsável por 340,2 mil toneladas e receita de US$ 632,7 milhões. Na quarta posição, São Paulo exportou 127,3 mil toneladas, gerando receita de US$ 229,8 milhões.  No quinto posto, as exportações de Minas Gerais totalizaram 95,2 mil toneladas, com US$ 160,9 milhões em receita.

Um dos fatores que influenciaram a queda em junho foi o fim do ano-cota para a União Europeia, que restringiu o período de embarques para o velho continente a apenas 10 dias no mês.   É uma situação esperada dentro do ciclo deste mercado. Iniciaremos em julho um novo ano-cota.   A ocorrência de chuvas no período também atrapalhou os embarques nos principais portos.

Há retomada nos níveis de receita das exportações de carne de frango.  O percentual de queda de volume maior que o de receita mostra um comportamento que já havíamos notado em maio, de melhora nos níveis dos preços internacionais.

Ovos

As exportações brasileiras de ovos (in natura e processado) totalizaram 4,940 mil toneladas entre janeiro e junho de 2014, resultado 25% menor em relação ao mesmo período do ano passado.  Em receita, a queda foi de 40,6% (segundo o mesmo período comparativo), com US$ 7,160 milhões obtidos no primeiro semestre deste ano.

Verificado apenas o mês de junho, houve queda de 4,6% em volumes – com 367 toneladas exportadas – e de 23,9% em receita – com US$ 578 mil.

Peru

Os embarques de carne de peru atingiram 62 mil toneladas no primeiro semestre de 2014, número 17,5% menor em relação ao mesmo período de 2013.  Houve queda também em receita, de 25,5%, totalizando US$ 166,1 milhões.

Considerando apenas os resultados de junho, houve queda de 17% em volumes neste ano, com 8,3 mil toneladas.  Retrações também foram registradas na receita de embarques do mês, de 20,6%, com US$ 22,4 milhões no sexto mês de 2014.

Patos, marrecos e outras aves

O volume das exportações de carne de patos, marrecos e de outras aves registrou forte elevação no primeiro semestre de 2014, com 429,5%, chegando a 3,881 mil toneladas. Também houve elevação na receita do segmento, de 115,7%, atingindo US$ 5,237 milhões entre janeiro e junho deste ano.

Na análise mensal, foram registradas retrações de 17,1% em volume, com 101 toneladas embarcadas em junho, e de 33,7% em receita, com US$ 362 mil.

Ovos férteis

Com crescimento destacado entre os segmentos da avicultura, as exportações de ovos férteis no primeiro semestre de 2014 registraram alta de 52,2% em volume – com 5,749 mil toneladas – e de 53,9% em receita – com US$ 34,8 milhões.

O desempenho foi bastante positivo, também, no mês de junho.  Em volume, houve crescimento de 85,2% – com 1,023 mil toneladas.  Em receita, a elevação foi de 90,3%, com US$ 6,531 milhões.

Material genético

No primeiro semestre de 2014, os embarques de material genético avícola registraram queda de 30,1% em volume, com 375 toneladas.  Já em receita, houve incremento de 4,9%, com US$ 29,1 milhões.

Verificando-se o desempenho do mês de junho, foi registrada redução de 40,8% nas exportações do segmento, com 61 toneladas.  Em receita, entretanto, houve elevação de 7,9%, com US$ 5,521 milhões.

 

SUINOCULTURA

Produção de carne suína

De acordo com os levantamentos feitos pela ABPA, a produção de carne suína do Brasil totalizou 1,394 milhão de toneladas entre janeiro e junho de 2014, resultado 0,57% menor em relação ao primeiro semestre do ano passado.

Deste total, 1,159 milhão de toneladas foram destinadas ao mercado interno, volume 0,24% inferior ao total registrado nos seis primeiros meses de 2013.

Exportações de carne suína

No acumulado do ano, o Brasil exportou 235,858 mil toneladas, obtendo US$ 698,86 milhões, queda de 1,94% no volume e aumento de 10,89% na receita em comparação com o primeiro semestre do ano passado.

Em junho, as exportações brasileiras de carne suína aumentaram 8,21% em volume (43,960 mil toneladas) e 69,81% em valor (US$ 167,25 milhões) em relação a junho de 2013.

Houve, também, elevação de 56,93% no preço médio, em função da redução de oferta do produto no mercado internacional, para o que concorreram eventos sanitários como a peste suína africana e a diarreia epidêmica suína (PED) – registradas em importantes produtores como Estados Unidos, México e Canadá.

A Rússia continuou à frente das importações, com participação de 50,58% nas vendas brasileiras de carne suína, patamar que se distancia bastante dos cerca de 30% de participação nos últimos meses. Os russos aumentaram em 74,28% as suas compras em relação a junho de 2013. No mês, os embarques para aquele mercado totalizaram 22,233 mil toneladas e US$ 112,03 milhões. Em receita, as exportações para a Rússia cresceram 233,83% ante igual período do ano passado.

De janeiro a junho, os embarques para a Rússia aumentaram 21,29% em toneladas (83,760 mil toneladas) e 66,97% em receita (US$ 336,05 milhões).

O aumento significativo da participação da Rússia nas exportações brasileiras já era previsto e se explica pelo contexto internacional político e sanitário. O conflito da Rússia com a Ucrânia, com envolvimento dos EUA e da União Europeia, concorrentes do Brasil naquele mercado, acabou favorecendo as vendas brasileiras de carne suína. Já em relação ao contexto sanitário, o crescimento das vendas para a Rússia se deve à ocorrência de peste suína africana na Europa e de diarreia epidêmica suína nos EUA.

Os embarques do Brasil para a Rússia aumentaram, também, porque houve redução da oferta interna de carne suína naquele mercado, uma vez que a Ucrânia, que comprava do Brasil, repassava volumes importantes para lá. Atualmente, as vendas brasileiras para a Ucrânia estão em níveis muito baixos.

Os principais destinos da carne suína em junho foram: Rússia, Hong Kong, com 7,067 mil toneladas (16,08% de participação), Angola, com 4,130 mil toneladas (9,39%), Singapura, com 2,847 mil toneladas (6,48%), e Uruguai, com 1,943 mil toneladas (4,42%).

Para a Ucrânia o Brasil vendeu 330 toneladas em junho, crescimento de 14,65%, ante o mesmo intervalo de 2013. Porém, no acumulado do ano, as exportações para a Ucrânia caíram quase 89% em volume, passando de 25,385 mil toneladas de janeiro a junho de 2013 para 2,798 mil toneladas no mesmo período deste ano.

As exportações brasileiras para a Argentina foram de 602 toneladas, uma queda de 9,13%. No acumulado do ano, houve redução de 51,42% nas vendas de carne suína para o país vizinho.

Os cinco principais estados exportadores foram: Santa Catarina (17,525 mil toneladas), Rio Grande do Sul (8,864 mil toneladas), Goiás (7,165 mil toneladas), Minas Gerais (5,019 mil toneladas), Paraná (3,585 mil toneladas), Mato Grosso do Sul (1,331 mil toneladas).

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Abertura junto aos BRICS

15 de julho de 2014 0

Participei nesta semana de encontros com representações privadas e oficiais da China, Índia, Rússia e África do Sul, em programação que acontece durante a reunião dos Chefes de Estado da VI Cúpula dos BRICS, em Fortaleza (CE).

Buscaremos, juntamente com representantes do Ministério das Relações Exteriores, desatar entraves para a ampliação das exportações de carne suína e de aves do Brasil.

Um dos desafios para o encontro é a agilização da habilitação de sete plantas frigoríficas de aves e uma de carne suína para a China.  Estas unidades produtivas já foram visitadas por missão em 2012, e agora aguardam autorização para os embarques. Atualmente, 29 plantas de aves e seis de suínas estão habilitadas para embarcar produtos ao mercado chinês.  Também queremos viabilizar novas missões para habilitação de outras plantas que já responderam a questionários de autoridades chinesas.

Com relação à África do Sul, o aumento da tarifação na carne de frango (de 27% para 82%) impactou negativamente nos embarques entre janeiro de maio deste ano (de 16% em volume e 51% em receita).  Com o aumento das tarifas, os embarques para o mercado sul-africano se concentraram em carne mecanicamente separada, que tem menor valor agregado em relação ao frango inteiro e cortes. Queremos a readequação das tarifas aplicadas, permitindo um fluxo comercial maior e mais qualificado entre os dois países.

Existem ainda grandes entraves com relação à Índia e Rússia.  Sobre a Índia, embora aberta para embarques de carne de frango do Brasil, as tarifas de exportação aplicadas pelas autoridades locais – que chegam a 100%, no caso de cortes e processados – inviabilizam o comércio.

Para a Rússia, queremos solver problemas estruturais nos embarques de carne suína e de frango. A proposta da ABPA é pelo aprimoramento dos sistemas existentes, de tal forma que proporcionem maior autonomia às autoridades brasileiras quanto à indicação de plantas industriais que atendam os requisitos técnicos da União Aduaneira (bloco do qual a Rússia faz parte).

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Exportações: alta em volume de frango e receita de suínos

08 de julho de 2014 0

Dados coletados pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) mostram que as exportações brasileiras de carne de frango (considerando frango inteiro, cortes, processados e salgados) entre janeiro e junho deste ano apresentaram alta de 0,7% em relação ao mesmo período do ano passado, totalizando 1,902 milhão de toneladas.  Em receita, houve queda de 9,2% segundo a mesma comparação, com US$ 3,718 bilhões.

Considerando apenas o mês de junho, foi registrado decréscimo de 3,1% nos volumes embarcados pelo segmento, totalizando 296,4 mil toneladas.  Também houve redução na receita, de 2,2%, com US$ 617,6 milhões.

Um dos fatores que influenciaram a queda em junho foi o fim do ano-cota para a União Europeia, que restringiu o período de embarques para o velho continente a apenas 10 dias no mês.   É uma situação esperada dentro do ciclo deste mercado. Iniciaremos em julho um novo ano-cota.

No entanto, há retomada nos níveis de receita das exportações de carne de frango.  O percentual de queda de volume maior que o de receita mostra um comportamento que já havíamos notado em maio, de melhora nos níveis dos preços internacionais.

Já as exportações de carne suína in natura realizadas entre janeiro e junho deste ano registraram queda de 1% em relação ao ano anterior, totalizando 200,7 mil toneladas no período.  Já em receita, houve crescimento de 12,6%, com US$ 635,9 milhões.

Na avaliação mensal, houve crescimento tanto em volumes – de 13,5%, com 38,9 mil toneladas – quanto em receita – de 77,9%, com US$ 157 milhões.

A receita vem mantendo ritmo de crescimento mês após mês em 2014, saltando de US$ 80,9 milhões em janeiro para US$ 157 milhões em junho.  Este comportamento mostra o cenário positivo para as exportações do setor neste ano, que vem conseguindo melhorar o rendimento mesmo com um volume menor em relação ao ano passado.

Tanto em carne de frangos quanto em suínos houve melhora na rentabilidade em Reais.  Quando convertida a receita para Reais, vemos saldo positivo no mês e no acumulado do ano das cadeias produtivas, o que favorece a manutenção da renda para o produtor.

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O peso da proteína animal no acordo UE-Mercosul

02 de julho de 2014 0

A negociação do acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia, que se aproxima da fase da troca de ofertas, desde o final de março tem um elemento novo: a criação da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), resultado da junção da Ubabef (aves) e da Abipecs (suínos). Trata-se da maior entidade representativa do setor de proteína animal do Brasil, com 132 associados, um PIB de R$ 80 bilhões e exportações, em 2013, de US$ 10 bilhões, o equivalente a 4,1% das vendas externas totais brasileiras e a 10% das exportações do agronegócio do País.

 A ABPA veio para fortalecer os dois setores nas negociações de assuntos internos e externos. Como é o governo que negocia o acordo UE-Mercosul, cabe a nós sermos uma força articuladora, um instrumento de entusiasmo e pressão, que apoia os negociadores nos momentos críticos e também indica as prioridades das cadeias avícolas e suinícolas. Além disso, sabemos quão crítico é o apoio de outros setores envolvidos nas negociações para a conclusão exitosa do acordo bi-regional. Sendo assim, conclamamos todo o agronegócio, a indústria e o setor de serviços do Brasil a buscarem uma proposta consensual junto aos parceiros do Mercosul.

 Um de nossos desafios é apresentar ao governo uma proposta única do Mercosul para o setor de carne suína, semelhante à que existe para as aves e que foi considerada um exemplo pela diplomacia brasileira.

 Nesse sentido, a ABPA desenvolveu uma primeira ação na Argentina, cujo relacionamento com o Brasil, em matéria avícola, é fluido e sinônimo de bom entendimento nas negociações intra-Mercosul. Porém, semelhante situação não vem ocorrendo no setor suinícola. Em reuniões mantidas na embaixada do Brasil em Buenos Aires, em 15 de maio, a ABPA iniciou uma aproximação com as entidades locais: a Associação Argentina de Produtores de Suínos (AAPP), a Câmara Argentina da Indústria de Embutidos e Processados (Caicha) e a União da Indústria de Carnes da Argentina (Unica), que congrega frigoríficos de bovinos, equinos, ovinos e suínos. O objetivo é reconstruir pontes comerciais entre os dois países no que diz respeito ao comércio de carne suína, afetado negativamente pela política de controle de importações do governo de Cristina Kirchner. Nossos vizinhos compraram apenas 12 mil toneladas de carne suína brasileira em 2013, metade do volume adquirido em 2012 e três vezes e meia menos do que em 2011.

 Nesta fase crucial da elaboração de ofertas para o acordo UE-Mercosul, a mensagem principal aos parceiros do bloco é a de que precisamos nos unir para apresentar ofertas consistentes com a competitividade e a importância de nossas cadeias produtivas avícolas e suinícolas, no contexto do comércio mundial. Para o governo brasileiro, nossa manifestação como ABPA é que o Brasil se empenhe na conclusão bem-sucedida do acordo com a União Europeia, pois a verdade é que o País está carente de pactos comerciais bilaterais e plurilaterais.

 Como em toda negociação comercial, há interesses ofensivos e defensivos. Do lado europeu, é conhecido o protecionismo do setor agrícola e as posições ofensivas da indústria e dos provedores de serviços. Já no Mercosul ocorre o contrário. O agronegócio é exportador e altamente competitivo, enquanto a indústria e o setor de serviços buscam se proteger da concorrência europeia.

 Na elaboração das ofertas, o objetivo é alcançar a quantidade mínima de produtos, prometida aos europeus, que terá a alíquota zerada (87% do comércio entre os blocos).

O Mercosul tem mais a ganhar do que a perder com o acordo UE-Mercosul. No caso brasileiro, a postura em aves é ofensiva. Desde 2004, o País é o maior exportador de carne de frango do mundo e o terceiro produtor, atrás dos EUA e da China. Quanto à carne suína, somos o quarto principal produtor e exportador, e o setor não seria prejudicado se os europeus exportassem para cá produtos diferenciados.

O Mercosul e a União Europeia precisam enxergar o acordo comercial como um jogo de soma não zero positiva. O acordo bi-regional tiraria o Brasil de uma letargia em matéria de acordos comerciais. Os que temos têm sido pouco ambiciosos. No âmbito regional, além do Mercosul, o Brasil possui acordos de complementação econômica (de preferências tarifárias) celebrados no âmbito da Associação Latino-Americana de Integração – Aladi com Chile, Bolívia, México, Peru, Colômbia, Equador, Venezuela, Cuba, Guiana e Suriname. Fora do contexto regional, o Brasil tem três acordos de livre comercio com Israel, Egito e Palestina, e dois de preferências tarifárias com Índia e África do Sul e com a União Aduaneira da África do Sul (SACU). 

Estamos na contramão da tendência mundial dos megablocos comerciais.

 Os Estados Unidos dispõem de 20 acordos preferenciais em funcionamento. A União Europeia tem 47 e outros 69 sendo negociados ou pendentes de conclusão oficial, além de seis cuja abertura de negociação está sendo considerada. A Parceria Transpacífica (TPP, na siga em inglês) abrange 12 países da região Ásia-Pacífico e deve estar concluída no final deste ano. A Parceria Transatlântica de Comércio e Investimento (TTIP), entre a UE e os EUA, teve as negociações iniciadas em junho de 2013 e quatro rodadas de negociação.

 O Brasil será um dos países mais negativamente impactados pela atual formação de megablocos comerciais, com destaque para a TPP e a TTIP. O setor de carnes provavelmente será o mais atingido dentro do agronegócio brasileiro.

As associações que representam os negócios agropecuários, entre elas a ABPA, precisam reivindicar ao governo a retomada da agenda de política comercial do Brasil e das negociações de acordos regionais e bilaterais. Essa pauta deveria entrar de forma vigorosa no debate da campanha para a eleição presidencial.

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China habilita mais cinco plantas avícolas brasileiras

11 de março de 2014 0

A AQSIQ, órgão de defesa agropecuária do governo da China, acaba de publicar a habilitação de mais cinco plantas brasileiras para exportações de carne de frango para àquele mercado.
As cinco plantas – duas da BRF (de Videira/SC e de Forquilhinha/SC), duas da JBS (de Amparo/SP e de Seara/SC) e uma da Frango Bello (Itaquiraí/MS) – somam-se às 24 unidades já habilitadas para exportações ao mercado chinês.
A entidade avícola e os ministérios da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) e do Desenvolvimento, Indústrias e Comércio (MDIC) vinham negociando há meses a habilitação destas plantas, que deverão gerar impactos positivos no saldo geral das exportações deste ano.
Foi um intenso trabalho, já que todos os parâmetros técnicos já haviam sido atendidos. É uma conquista fundamental para o nosso setor, mostrando a alta capacidade competitiva brasileira, plenamente apta a atender às demandas do mercado internacional de carne de frango.
As negociações com as autoridades chinesas agora seguem para a habilitação de mais plantas avícolas brasileiras.
O mercado chinês é altamente demandante de proteína animal, e nossa parceria comercial tem grande potencial para expansão. Neste sentido, estamos focados, em parceria com o governo brasileiro, para que uma nova missão da AQSIQ venha ao país em breve.
A China é o sexto maior país importador de carne de frango brasileira. Em 2013, foi responsável por 5% de todos os embarques, totalizando 190,3 mil toneladas e US$ 440,7 milhões. Somente nos dois primeiros meses deste ano, foram exportadas para lá 32,3 mil toneladas, com receita de US$ 72,5 milhões.

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