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China habilita mais cinco plantas avícolas brasileiras

11 de março de 2014 0

A AQSIQ, órgão de defesa agropecuária do governo da China, acaba de publicar a habilitação de mais cinco plantas brasileiras para exportações de carne de frango para àquele mercado.
As cinco plantas – duas da BRF (de Videira/SC e de Forquilhinha/SC), duas da JBS (de Amparo/SP e de Seara/SC) e uma da Frango Bello (Itaquiraí/MS) – somam-se às 24 unidades já habilitadas para exportações ao mercado chinês.
A entidade avícola e os ministérios da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) e do Desenvolvimento, Indústrias e Comércio (MDIC) vinham negociando há meses a habilitação destas plantas, que deverão gerar impactos positivos no saldo geral das exportações deste ano.
Foi um intenso trabalho, já que todos os parâmetros técnicos já haviam sido atendidos. É uma conquista fundamental para o nosso setor, mostrando a alta capacidade competitiva brasileira, plenamente apta a atender às demandas do mercado internacional de carne de frango.
As negociações com as autoridades chinesas agora seguem para a habilitação de mais plantas avícolas brasileiras.
O mercado chinês é altamente demandante de proteína animal, e nossa parceria comercial tem grande potencial para expansão. Neste sentido, estamos focados, em parceria com o governo brasileiro, para que uma nova missão da AQSIQ venha ao país em breve.
A China é o sexto maior país importador de carne de frango brasileira. Em 2013, foi responsável por 5% de todos os embarques, totalizando 190,3 mil toneladas e US$ 440,7 milhões. Somente nos dois primeiros meses deste ano, foram exportadas para lá 32,3 mil toneladas, com receita de US$ 72,5 milhões.

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Oficializado rótulo sobre não uso de hormônios

04 de fevereiro de 2014 0

Celebramos, hoje, a autorização oficial feita hoje pelo Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (DIPOA / MAPA) para as agroindústrias avícolas fiscalizadas pelo Serviço de Inspeção Federal (SIF) utilizarem nos rótulos a mensagem “sem uso de hormônio, como estabelece a legislação brasileira”.

O próprio MAPA reconheceu a importância de esclarecer o público sobre a não utilização de hormônios na criação de frango, um dos mitos mais antigos e persistentes no setor.

Não apenas o consumidor, mas muitos profissionais da área da saúde equivocadamente acreditam e disseminam a ideia de que são utilizados hormônios na criação de frangos. O MAPA está conosco na luta para esclarecer o público. O próprio ministro Antônio Andrade se empenhou diretamente pela autorização e fez questão de nos ligar para tratar sobre o tema, ciente de que isso é um benefício ao consumidor.

A presença de hormônio em frangos é um mito utilizado para justificar o crescimento e o menor tempo de abate dos frangos comerciais. Pesquisas mostram que a seleção genética é responsável por 90% da eficiência no ganho de peso. As evoluções nas áreas da genética, da nutrição (com base em dieta balanceada e eficiente), além do manejo nutricional, ambiência e cuidado sanitário resultam em uma ave que requer aproximadamente 1/3 do tempo e 1/3 do total de alimento que requeria uma ave produzida na década de 1950, por exemplo.

Para atestar a ausência de adição de hormônios na criação, o Ministério da Agricultura realiza milhares de análises sobre a ocorrência de resíduos nos produtos de todas as empresas do setor avícola cadastradas no SIF, por meio do Plano Nacional de Controle de Resíduos e Contaminantes (PNCRC). Desde a implantação do PNCRC, nunca foram constatadas ocorrências de utilização de hormônios.

Nesse sentido, a utilização da mensagem nos rótulos e também na publicidade ajudará os mais variados públicos a compreenderem que utilização de hormônios em frangos nada mais é que uma mentira para tentar explicar, de maneira equivocada, a fantástica eficiência produtiva que atingimos nas últimas décadas.

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Como o mundo vê o Brasil

03 de fevereiro de 2014 0

Nos próximos meses, o noticiário será ocupado pelas campanhas eleitorais para a Presidência da República. Como sempre acontece, não faltarão inúmeras proposições para a economia. Como ex-ministro da Agricultura e, nos últimos seis anos, como presidente da União Brasileira de Avicultura (Ubabef), visitei mais de 80 países, quando me dediquei também a captar a impressão de meus interlocutores estrangeiros sobre o Brasil. E gostaria de oferecer uma contribuição para o debate. Uma percepção é imediata: o extremo interesse com a posição de nosso país como reserva mundial de produção de alimentos. Jamais ouvi perguntas sobre o futuro de nossa indústria automobilística ou mesmo sobre a exploração do pré-sal. Indagam, sim, a respeito do que estamos fazendo para garantir esse nosso status no agronegócio. Afinal, enquanto em 1998 nossa exportação de carnes era de US$ 1,6 bilhão anuais, em 2013 somou US$ 16,5 bilhões. O Brasil é visto como um país ainda pouco estável nas regras para os investidores. A burocracia e o custo Brasil também são recorrentes no olhar estrangeiro sobre nosso país _ e mencionados como justificativas para que importantes empreendimentos em tecnologia e inovação, por exemplo, não sejam desenvolvidos aqui. O mundo também vê o Brasil como um país ainda muito fechado. E meus interlocutores estrangeiros mencionam a nossa dificuldade em realizar acordos bilaterais. Enquanto isso, o Chile tem acordos com 90% do PIB mundial, incluindo os países da União Europeia. O Brasil precisa perceber que corre o risco de ficar isolado. Isso é mais grave considerando que já estamos perdendo espaço no mercado internacional. No caso da carne de frango, segundo um estudo produzido pela Ubabef em parceria com a consultoria AgroIcone, não fosse a perda de competitividade poderíamos ter obtido receitas adicionais de US$ 1,650 bilhão e gerado cerca de 94 mil empregos diretos e indiretos nos últimos quatro anos. Para reverter isso, temos de reduzir o custo Brasil. Já atingimos uma posição de destaque entre as maiores economias do planeta; mas ainda é necessário um salto para que deixemos de ser uma nação periférica e nos tornemos, finalmente, o país do futuro. Uma preocupação que espero estar presente quando se iniciarem os debates da campanha eleitoral.

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proposta latino-americana sobre rótulos de não uso de hormônios

27 de janeiro de 2014 0

Participo, esta semana, de encontro com representantes de países produtores avícolas vinculados à Associação Latinoamericana de Avicultura (ALA). A reunião acontecerá durante a International Poultry Exposition (IPE), em Atlanta (EUA).
Na oportunidade, apresentarei aos membros de entidades avícolas de países do continente detalhes da estratégia brasileira junto ao público consumidor para o fim do mito da utilização de hormônios na criação de aves. Vamos detalhar as estratégias junto a redes sociais, ações na imprensa e a formadores de opinião e outras iniciativas que temos promovido para desfazer este mito injusto.
Um dos pontos a ser tratados será a adoção voluntária pelas agroindústrias avícolas brasileiras da mensagem “sem hormônios, conforme determina a legislação brasileira”, após publicação de portaria regulamentadora do Ministério da Agricultura do Brasil, prevista para os próximos dias.
A adoção nacional da mensagem nos rótulos é extremamente bem-vista pelas várias lideranças do continente. Muitos querem levar esta proposta para seus países, especialmente os maiores produtores e com maior mercado consumidor, onde o mito é mais persistente.
Os membros da ALA tratarão, ainda, de estratégias para prevenção a focos de Influenza Aviária no continente, por meio de iniciativas conjuntas.
Estamos alinhados para recomendar aos poderes públicos de cada país produtor a instalação de parcerias regionais, com unidades de defesa integradas. O problema da gripe aviária não tem fronteiras. Assim também devem ser as soluções propostas.
Os representantes dos países associados à ALA debaterão, ainda, questões sensíveis do setor, como o uso racional de antimicrobianos, entre outros pontos.

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A avicultura e a Copa do Mundo - Perspectivas para 2014

20 de janeiro de 2014 1

As exportações da avicultura brasileira (carne de frango, peru, patos e marrecos, ovos, material genético, pintos e ovos férteis) totalizaram 4,07 milhões de toneladas em 2013, resultado 1,5% menor em relação a 2012. Em receita, houve crescimento de 2,3%, atingindo US$ 8,55 bilhões. O bom desempenho dos embarques de carne de frango e material genético garantiu o resultado positivo das receitas de exportações.

A avicultura brasileira manteve seu papel determinante no resultado das exportações do agronegócio brasileiro, com 8,6% dos US$ 99,97 bilhões divulgados pelo Ministério da Agricultura.

Nesse sentido, ações estratégicas de fortalecimento à imagem do produto avícola brasileiro, por meio de parcerias com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) foram determinantes para a manutenção dos resultados das exportações de carne de frango – principal produto da pauta do setor – por meio da marca setorial Brazilian Chicken.

As ações em parceria com a Apex-Brasil geraram expectativas positivas para a avicultura. Para o segmento de frangos, por exemplo, promovemos a maior ação já realizada em feiras internacionais do setor avícola, durante a Anuga 2013, na Alemanha. Em ovos, consolidamos recursos financeiros para a conclusão do Plano Nacional de Controle de Resíduos e Contaminantes (PNCRC), o que favorecerá o processo de abertura do mercado europeu para o segmento, possibilitando a ampliação os resultados da marca setorial Brazilian Egg.

Para 2014 são esperados bons resultados na produção e exportações.

No caso da carne de frango, por exemplo, cálculos da UBABEF preveem um crescimento entre 3% e 4%, com volume próximo a 12,7 milhões de toneladas – o que é considerado adequado à demanda do mercado em 2014.

Estudos da Embratur relativos à Copa do Mundo Fifa Brasil 2014 indicam a vinda de mais de 500 mil turistas estrangeiros, que terão gastos diversos, especialmente em hotelaria e alimentação. Neste cenário, a carne de frango deverá ser beneficiada.

Sobre as exportações, espera-se para o próximo ano um crescimento entre 2% e 2,5% sobre os volumes embarcados de 2013. Entre as justificativas para o crescimento está a retomada das exportações para a China aos padrões de 2012, com o retorno da habilitação de mais três plantas, totalizando 24 unidades exportadoras para o mercado chinês.

Se houver total empenho do Governo na agilização da abertura de mercados importantes como Paquistão, Mianmar e Nigéria, e na negociação da redução de tarifas para a Índia, o crescimento das exportações poderá chegar a 5%.

Dentre as ações planejadas para ampliar as exportações também estão iniciativas em parceria com a Apex-Brasil.

Temos ações planejadas durante a Copa do Mundo. Também trabalharemos para o fortalecimento da marca Brazilian Chicken em mercados estratégicos como o Japão. Feiras como a Gulfood (Dubai) e Sial (Paris) também estão no roteiro do setor, fomentando novos negócios.

Para o setor de ovos, espera-se um crescimento superior a 8% na produção, com a produção de 37 bilhões de unidades em 2014.

Nas exportações, espera-se a superação dos níveis de 2012, com o reestabelecimento dos embarques para a Angola – prejudicados durante o segundo semestre de 2013. Também há expectativa com relação à abertura do mercado europeu, após a conclusão do PNCRC do setor de postura.

DADOS DE 2013

PRODUÇÃO

A produção brasileira de carne de frango totalizou, em 2013, 12,308 milhões de toneladas, resultado 2,6% menor em relação ao mesmo período do ano anterior. Com este volume, o consumo per capita atingiu a média nacional de 41,8 quilos por habitante por ano.

Em matrizes de corte (produtoras de pintinhos/frangos), houve queda de 0,9% no alojamento em 2013, com total de 46,142 milhões de cabeças.

Em ovos, a produção total nacional atingiu, no ano passado, 34,12 bilhões de unidades, número 7,4% maior em relação a 2012. O consumo per capita nacional, no segmento, chegou a 168,7 unidades por habitante por ano.

Com relação a perus, a produção atingiu 364 mil toneladas, volume 18% menor, segundo o mesmo período comparativo.

EXPORTAÇÕES

Carne de Frango

As exportações brasileiras de carne de frango totalizaram 3,89 milhões de toneladas em 2013, registrando queda de 0,7% em relação ao ano passado. Já na receita, houve crescimento de 3,4%, com US$ 7,97 bilhões.

Os cortes mantiveram-se como principal produto exportado pelo setor avícola brasileiro em 2013, com 2,068 milhões de toneladas (-3,5%) em relação ao mesmo período do ano passado). Em segundo lugar vieram os embarques de frango inteiro, com 1,484 milhão de toneladas (+4,7%). Na terceira posição estão as carnes salgadas, com 178 mil toneladas (+0,9%) e, por último, os industrializados, com 161 mil toneladas (-10,8%).

Com relação aos destinos das exportações por região, o Oriente Médio manteve-se como maior importador de carne de frango brasileira, com 1,448 milhão de toneladas em 2013 (+3,7%) na comparação com o mesmo período de 2012. A Ásia, em segundo lugar, importou 1,118 milhão de toneladas (-1,9%). Em terceiro lugar, a África foi destino de 525 mil toneladas no mesmo período (-12,2%). Quarto maior destino da carne de frango brasileira, a União Europeia importou 423 mil toneladas (-6,5%). Para os países das Américas foram embarcadas 281 mil toneladas (+29,8%). Já a Europa Extra União Europeia foi destino de 95 mil toneladas (-15,6%). Por fim, as exportações para a Oceania em 2013 atingiram 2 mil toneladas (-16,2%).

Arábia Saudita, com 688 mil toneladas (18% do total), União Europeia, com 423 mil toneladas (11% do total), Japão, com 389 mil toneladas (10% do total), Hong Kong, com 335 mil toneladas (9% do total), Emirados Árabes Unidos, com 244 mil toneladas (6% do total) e China, com 190 mil toneladas (5% do total) foram os principais mercados importadores da carne de frango Made in Brazil.

O Paraná foi o principal estado exportador no Brasil em 2013 em volume, com 1,14 milhão de toneladas. Segundo maior exportador, Santa Catarina totalizou 937 mil toneladas. Em terceiro esteve o Rio Grande do Sul, com 711 mil toneladas. Na quarta posição, São Paulo foi responsável por 246 mil toneladas. No quinto posto, Goiás foi exportou 217 mil toneladas.

Ovos

Os embarques de ovos in natura e processados totalizaram 12,39 mil toneladas em 2013, resultado 54% menor em comparação ao ano passado. Com este resultado, os embarques do segmento atingiram receita de US$ 21,23 milhões, queda de 50% segundo o mesmo período comparativo.

Ovos em casca (in natura) foi o principal produto, com 90% do total. Em seguida, ovo integral líquido representou 8% e a clara desidratada, 2%.

No segmento in natura, Angola foi o principal importador, com 40% do volume total exportado pelo Brasil. Em segundo lugar esteve os Emirados Árabes Unidos, com 25%. Bolívia, na terceira posição, importou 8%.

Já em processados, o Uruguai e os Emirados Árabes Unidos dividiram o primeiro posto, com 25% do total exportado para cada destino. Segundo maior importador, o Japão foi responsável por 22%. Em terceiro lugar esteve Cuba, com 14%.

Perus

As exportações de carne de peru atingiram 161 mil toneladas em 2013, resultado 10% menor em relação ao mesmo período do ano passado. Em receita, o decréscimo foi de 8%, com US$ 459,1 milhões.

Os cortes foram os principais produtos exportados no segmento, com 91,56 mil toneladas (-10,74%). Industrializados vieram em seguida, com 68,9 mil toneladas (-9%). Por fim, os embarques do produto inteiro totalizaram 496 toneladas (-19,88%).

A União Europeia foi o principal destino das exportações do segmento, com 47%. Já para a África do Sul, segunda maior importadora, foram exportados 12% do total. Benin, terceiro maior mercado, importou 10%. Para Angola, no quarto posto, foram 9%. Rússia, na quinta posição, importou 4%.

Patos, Gansos e outras Aves

Neste segmento, as exportações realizadas em 2013 atingiram 2,52 mil toneladas, resultado 18% menor em relação ao mesmo período do ano passado. Estes embarques geraram receita de US$ 6,5 milhões, dado 42% menor com relação aos doze meses do ano passado.

Material Genético

As exportações brasileiras de material genético avícola totalizaram 1,06 mil toneladas em 2013, resultado equivalente ao embarcado no ano anterior. Em receita, o crescimento foi de 19%, com US$ 52 milhões.

Ovos Férteis

Os embarques de ovos férteis atingiram 7,51 mil toneladas em 2013, volume 25% menor em relação ao ano passado. Em receita, houve queda de 26%, com US$ 44,97 milhões.

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Mito dos hormônios: rotulagem para esclarecer o consumidor

07 de janeiro de 2014 0

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) autorizou as empresas do setor avícola a utilizarem em seus rótulos a mensagem “sem uso de hormônio, como estabelece a legislação brasileira”. A utilização da mensagem é facultativa e se estende a todas as agroindústrias compreendidas pelo Sistema de Inspeção Federal (SIF).

De acordo com informações repassadas pelo Ministro da Agricultura, Antônio Andrade, as próprias empresas do setor haviam solicitado ao MAPA permissão para informar seus consumidores sobre a não utilização de hormônios.

A UBABEF tem liderado uma campanha nacional, em parceria com os vários elos do setor avícola nacional, para esclarecer ao público de que não há utilização de hormônios na criação brasileira de frangos. Neste sentido, acreditamos que a informação direta ao consumidor, por meio do rótulo, tenha efeitos rápidos e positivos para, enfim, desfazermos este mito.

É mito, mas persiste no imaginário coletivo a ideia de que se adicionam hormônios na criação de frangos. Como todo animal, o frango possui hormônios naturais, mas o que influencia seu crescimento é principalmente o melhoramento genético por seleção natural (com o cruzamento de animais de melhor ganho de peso), nutrição e manejo adequado. Não há qualquer adição de hormônios em sua criação.

A presença de hormônio em frangos é um mito utilizado para justificar o crescimento e o menor tempo de abate dos frangos comerciais. Pesquisas mostram que a seleção genética é responsável por 90% da eficiência no ganho de peso. As evoluções nas áreas da genética, da nutrição (com base em dieta balanceada e eficiente), além do manejo nutricional, ambiência e o cuidado sanitário resultam em uma ave que requer aproximadamente 1/3 do tempo e 1/3 do total de alimento que uma ave produzida na década de 1950, por exemplo.

Há um rígido controle sanitário promovido pelo Ministério da Agricultura por meio do Plano Nacional de Controle de Resíduos e Contaminantes (PNCRC), com a realização de milhares de análises sobre a ocorrência de resíduos nos produtos de todas as empresas do setor avícola cadastradas no SIF. Desde a implantação do PNCRC, nunca foram constatadas ocorrências de utilização de hormônios – o que comprava que nenhuma empresa brasileira adiciona hormônios na produção de frangos. É importante lembrar que o uso de hormônios é proibido no Brasil e em vários países.

A carne de frango que é servida na mesa do brasileiro segue os mesmos padrões de qualidade dos produtos exportados pelo setor avícola nacional para mais de 150 países – todos eles, com rígido controle de resíduos. O Brasil é o maior exportador mundial desde 2004 e o terceiro maior produtor de carne de aves. O foco na qualidade é mais que um diferencial: é uma necessidade, para que o produto continue a ser absoluto na mesa de consumidores pelo mundo. Toda a gestão de insumos e a produção como um todo é feita com grande responsabilidade e sempre pensando em nosso consumidor.

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Avicultura brasileira: superação da crise e perspectivas de crescimento

10 de dezembro de 2013 2

Depois de enfrentar em 2012 a maior crise de sua história, com o impacto da disparada dos preços de seus principais insumos, o milho e a soja, a avicultura brasileira deve encerrar 2013 com aumento de 4% na receita das exportações de carne de frango. O volume exportado deve ser o equivalente ao registrado em 2012, com 3,9 milhões de toneladas – nesse caso, sem perder a posição de maior exportador mundial e sem diminuir sua participação no mercado internacional.
O Oriente Médio continua sendo o principal destino das exportações brasileiras. Ásia, África e União Europeia, nesta ordem, completam os primeiros lugares no ranking.
No caso das exportações avícolas em geral – e que incluem também ovos, perus, patos, marrecos, material genético e ovos férteis –, o fechamento de 2013 também terá crescimento na receita cambial e pequena redução nos volumes embarcados.
Houve, este ano, um alinhamento entre oferta e demanda, tanto no mercado interno quanto no mercado internacional, o que deverá levar a uma queda de 3% na produção de carne de frango, que ficaria em 12,3 milhões de toneladas.
Mas para 2014 as projeções da União Brasileira de Avicultura são mais otimistas, e apontam para um crescimento de 4% na produção e de 2% a 2,5% nas exportações.
O otimismo, no caso das exportações, está diretamente ligado a três perspectivas: o aumento de plantas habilitadas para vendas à China, um de nossos principais mercados; a recuperação das vendas para a Venezuela, a partir de mecanismos de garantia de pagamento; e com o ingresso de um novo mercado, o Paquistão.
Mas também existe a perspectiva de um aquecimento do mercado interno diante dos grandes eventos esportivos internacionais que o Brasil irá sediar nos próximos anos. O consumo de produtos avícolas está sendo favorecido, e fez com que a produção retomasse os níveis de 2012. Um crescimento constante, seguro, mas sem otimismo excessivo.
Também são favoráveis as perspectivas para as exportações brasileiras de carne de frango nos próximos 20 anos.
A dieta humana está migrando para um maior consumo de proteína animal, ou seja, de carnes. Os alimentos mais baratos serão exceção, e não a regra. E os países em desenvolvimento, como o Brasil, serão a alavanca da demanda futura por carne.
Esse cenário é extremamente favorável para a avicultura brasileira. Hoje, somos o terceiro maior produtor mundial de carne de frango, abaixo apenas dos Estados Unidos e da China.
Segundo estimativas da FAO e da OCDE, até 2022 a demanda mundial por carne de aves vai aumentar 19%, contra 14% da carne bovina e 13% da carne suína. O frango, aliás, passará a ser a carne mais consumida no mundo, com 128,3 milhões de toneladas em 2022.
Mas é preciso atenção para alguns pontos quando se fala em maior produção e exportação da avicultura brasileira. A começar para a competitividade. Em 2002 o custo de produção por quilo de frango vivo era de US$ 0,40 no Brasil, US$ 0,70 nos Estados Unidos e US$ 1,00 na Tailândia, dois de nossos principais concorrentes. Hoje, respectivamente, essa relação é de US$ 1,15 contra US$ 1,20 nos EUA e US$ 1,30 na avicultura tailandesa.
Será necessário, também, investir cada vez mais em biosseguridade, já que o aumento e a concentração da produção tendem a aumentar os riscos sanitários. Da mesma forma, sem ciência e tecnologia não seria possível atender convenientemente a um aumento de demanda.
Existem, como podemos ver, grandes oportunidades para a avicultura brasileira aumentar a venda de seus produtos no mercado internacional, ampliando a oferta de emprego e de renda em nosso país. Mas também existem importantes desafios que teremos de superar de forma a assegurar essas perspectivas positivas para aquele que é um dos motores do agronegócio brasileiro.

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Compartimentação é conquista histórica para a avicultura

05 de dezembro de 2013 0

A introdução do modelo de produção compartimentada na avicultura brasileira é uma conquista histórica para o setor. O relatório final de implantação do Programa de Compartimentação da Avicultura Brasileira foi entregue hoje ao diretor-geral da Organização Mundial de Saúde Animal, Bernard Vallat, em Foz do Iguaçu (PR).
Na ocasião, Vallat destacou o pioneirismo e a importância da ação brasileira e elogiou a celeridade das empresas participantes do projeto. Destacou, ainda, a necessidade de agilizar a adesão de mais empresas ao modelo compartimentado.
O modelo de compartimentação está pronto. Agora a avicultura brasileira parte para uma nova etapa, envolvendo todo o setor para que a produção compartimentada consolide-se como um de nossos mais importantes diferenciais competitivos no mercado internacional.
O Programa de Compartimentação da Produção Avícola Brasileira é uma das mais importantes ações focadas no fortalecimento sanitário da avicultura mundial dos últimos anos.
A ação foi idealizada pela OIE, tendo no setor avícola brasileiro seu projeto piloto, sob coordenação do Ministério da Agricultura do Brasil e da UBABEF. O programa consiste na estruturação da produção em compartimentos, que mapeiam e isolam plantas e estruturas produtoras de granjas.
Com a divisão da produção em compartimentos da produção, a reação a eventos epidemiológicos será mais rápida e de mais fácil controle, reduzindo os impactos econômicos gerados e dando maior segurança sanitária à cadeia produtiva. Garante-se, assim, o status sanitário da produção avícola nacional, evitando interrupções no comércio internacional do setor avícola brasileiro.
Os estudos para a instalação do programa começaram em 2008. Cinco unidades produtoras – uma da BRF (em MT), uma da Seara-JBS (em SC) e três da Cobb-Vantress (em MS, SP e MG) – participaram da iniciativa, e hoje estão compartimentadas. Todas as adequações propostas pelo programa foram auditadas por missões da própria OIE.
Também estiveram conosco no encontro de hoje participaram do encontro o diretor de Produção da UBABEF, Ariel Antônio Mendes, e o presidente da Comissão Regional da OIE nas Américas e diretor de Saúde Animal do Ministério da Agricultura, Guilherme Marques, que fez a entrega do relatório. O documento passará, ainda, por uma validação final da OIE, o que deverá ocorrer nas próximas semanas.

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Mito injusto

02 de dezembro de 2013 0

A qualidade e a tecnologia empregada permitiu à avicultura brasileira atingir patamares de eficiência sem precedentes. Com fortes investimentos e décadas de pesquisa focada no ganho produtivo, nosso setor desenvolveu a capacidade competitiva que o colocou na liderança mundial das exportações.

Nesse sentido, o frango brasileiro passou a se desenvolver mais rapidamente, e com carne de melhor qualidade e sabor, utilizando a combinação entre alta tecnologia de ambiência, genética e alimentação à base de milho e soja, em um sistema integrado entre produtores e frigoríficos. São diferenciais que nenhum outro país reúne.

Apesar da enorme aceitação nacional e mundial, o setor avícola luta para desfazer um eterno e injusto mito: o de que o frango brasileiro é criado com adição de hormônios. Acusações são feitas sem qualquer embasamento técnico, e muito menos levando em conta estar se referindo ao resultado do trabalho de centenas de milhares de pequenos produtores.

A presença de hormônio em aves é um mito utilizado para justificar o crescimento e o menor tempo de abate dos frangos comerciais. Pesquisas mostram que a seleção genética é responsável por 90% da eficiência no ganho de peso. As evoluções nas áreas da genética e da nutrição (com base em dieta balanceada e eficiente), além do manejo nutricional e sanitário, resultam em uma ave que requer aproximadamente 1/3 do tempo e 1/3 do total de alimento de uma ave desenvolvida na década de 1950, por exemplo.

No Brasil há um rígido controle sanitário promovido anualmente pelo Ministério da Agricultura, por meio do Programa Nacional de Controle de Resíduos e Contaminantes (PNCRC), com análises sobre a ocorrência de resíduos nos produtos – desde a implantação do PNCRC, nunca foram constatadas ocorrências de utilização de hormônios. Em seu último levantamento, foram realizadas 3,7 mil análises em aves voltadas para o consumo do mercado interno e para a exportação. Nenhuma das análises deu resultado positivo para substâncias de ação anabolizante – assim como as demais análises realizadas em anos anteriores. O levantamento promovido pelo MAPA é o principal atestado sobre o elevado padrão produtivo da avicultura brasileira.

A técnica também seria economicamente inviável, devido ao grande número de aves criadas para abate. Em 2012 a produção foi de 12,645 milhões de toneladas. O frango comercializado no Brasil é o mesmo vendido no mercado internacional, que impõe sérias condições sanitárias para os produtos que importa. A proibição ao uso de hormônios é uma delas, por isso nossas granjas e frigoríficos passam por constantes inspeções de técnicos estrangeiros, assim como é comum a aplicação de diversos testes na carne de frango na chegada ao porto de destino. O fato de o Brasil ter se tornado, a partir de 2004, o maior exportador mundial do produto, representa um atestado à qualidade e à sanidade de nosso produto, que está em mais de 150 países e com vendas de quase 4 milhões de toneladas para o exterior.

A UBABEF vem se mobilizando há tempos para desfazer essa forma desonesta de tentar afetar a imagem de um produto de alta qualidade e sanidade, obtido a partir de um processo de produção de excelência. Nesse sentido tem empreendido várias ações, em que se destacam as realizadas em redes sociais, como a criação da fan page “Amo Frango”, e a realização da semana gastronômica São Paulo Frango Week. Promove, ainda, atividades em eventos destinados a nutrólogos, assim como atua junto à mídia, respondendo prontamente as matérias que ajudam a perpetuar esse mito.

Ter a preferência de milhões e milhões de brasileiros, alcançar e manter o primeiro lugar entre os maiores exportadores de carne de frango, levando nosso produto aos quatro cantos do planeta, não foi tarefa fácil. Tão difícil quanto isso é lutar contra a injustiça de um mito. A UBABEF está fortemente empenhada e tem convocado toda a cadeia produtiva contra essa mentira. Essa é uma batalha que somente juntos conseguiremos vencer.

*Presidente executivo da União Brasileira de Avicultura (UBABEF).

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Entidades do setor de carnes partem em missão para abertura de mercados asiáticos

04 de novembro de 2013 1

O gerente de Relações com o Mercado da União Brasileira de Avicultura (UBABEF), Adriano Zerbini, iniciou nesta segunda-feira (04) uma missão com foco na abertura de mercados asiáticos para exportações de carne de frango e ovos made in Brazil.
Até a próxima quarta-feira (06), juntamente com o diretor executivo da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (ABIEC), Fernando Sampaio, Zerbini participará de uma série de encontros em Singapura, para reforçar a efetivação das exportações de ovos brasileiros. A visita servirá, também, para renovar os laços com esse mercado que é um relevante importador de carne de aves.
Na quinta-feira (07), o gerente da UBABEF segue para Pequim, na China. Aproveitando a presença do vice-presidente Michel Temer, em missão organizada pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Zerbini tentará agilizar a publicação da habilitação de novas plantas avícolas do Brasil para exportações para aquele mercado.
Há potencial para expandirmos os negócios com a China. Visitas técnicas já foram realizadas pelos chineses às plantas brasileiras e, em alguns casos, praticamente todos os trâmites foram atendidos. Os esforços agora serão concentrados para a oficialização da habilitação das novas plantas. Neste sentido, a presença do Governo brasileiro, por meio do vice-presidente da República, em Pequim será fundamental.
Ao final da missão, novamente com Sampaio, da ABIEC, Zerbini vai a Yangon, em Mianmar, para buscar a abertura deste mercado à carne de frango brasileira. Mianmar é uma ambição antiga do setor avícola brasileiro. É um mercado potencial, com mais de 50 milhões de habitantes.

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