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Vamos visitar os confinamento de Goiás?

02 de setembro de 2013 2

DSC06891Começa hoje a exibição da série “Confina Brasil”. Logo mais, as 20h, no Jornal da Pecuária.

Todos os confinamentos visitados pelo repórter cinematográfico Eduardo Ongaro e eu, ficam em Goiás, estado que tem o maior número de animais confinados do país. Segundo a Assocon, Associação Nacional dos Confinadores, Goiás responde por quase 27% do total de animais fechados.

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João Carlos e o zootecnista Renner Rodrigues, em Piracanjuba; 365 animais fechados.

Conhecemos os confinamentos do João Carlos, no município de Piracanjuba, perto de Goiânia, com 365 cabeças fechadas. Estrutura simples, feita com muito material reciclado, que custou em torno de R$ 175,00 por cabeça. Os currais servem para terminar o gado produzido nas fazendas da família.

"Seo" Donizeth, Bela Vista; começou com 86 animais e hoje confina mais de 1.000 cabeças.

“Seo” Donizeth, Bela Vista; começou com 86 animais e hoje confina mais de 1.000 cabeças.

No mesmo dia fomos até à fazenda do “seo” Donizeth, no município vizinho de Bela Vista de Goiás. Ele começou a confinar em 1989, com apenas 86 cabeças e hoje confina cerca de mil animais. Ele garante que nunca tomou prejuízo com a atividade, apesar de ressaltar que os ganhos são mínimos.

DSC06826Visitamos também o confinamento do simpático “seo” Orlando, no município de Anicuns. Ele engorda quase 2 mil cabeças por ano, em um ciclo só, porque para ele, que também é agricultor, trabalhar com animais fechados o ano todo não seria interessante. Ele quer mesmo é aumentar a lotação dos pastos. Está empolgadíssimo com os resultados conseguidos com a ILP, Integração Lavoura e  Pecuária.

De acordo com a Assocon, o lucro de um confinamento varia de R$ 50,00 a R$ 150,00. Mas, claro, dependendo da gestão – o grande gargalho da atividade – o confinador pode conseguir rentabilidade maior ou, até mesmo, ter prejuízo.

DSC06830Os custo do confinamento são divididos em três partes: a compra do boi magro, que representa cerca de 65%, a alimentação, mais 25% e operacional, os outros 10%. Reduzir custos, otimizar o trabalho, evitar desperdícios, saber aproveitar oportunidade de compra dos insumos e dos animais e saber vender o boi gordo… tudo vai influenciar no resultado da atividade.

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Confinamento Mirante, Nerópolis-GO; capacidade estática para mais de 17 mil cabeças.

Vistamos depois três confinamentos que prestam serviço, através do sistema de boitel ou de parceria. O mais usado, em todos eles é o de parceria, que o pecuarista, dono do boi magro, vai receber depois do abate apenas o valor referente às arrobas que o animal pesava quando entrou nos currais de engorda, mas a preço de boi gordo. Esse tipo de serviço é prestado pelo Confinamento Mirante, em Nerópolis, região metropolitana de Goiânia, na fazenda Planura, do Grupo JBS, em Aruanã, noroeste do estado e na fazenda Conforto, em Nova Crixás, também noroeste goiano.

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Currais de manejo da Fazenda Conforto, Nova Crixás-GO.

Mas, pelas projeções de muitos técnicos com quem conversamos o Brasil não vai se tornar um grande confinador assim como a Austrália e tão  menos como o Estados Unidos. Não por incapacidade, mas sim por vocação. O perfil do Brasil é o de engordar animais no pasto e a tendência é que o pecuarista brasileiro aprenda a explorar mais as pastagens e use o confinamento para engodar apenas os excedentes do campo. O crescimento para esse ano deve ser de 4%, com cerca de 3,7 milhões de animais.

Não perca, a série ficou muito legal, com entrevistas esclarecedoras.

DSC06893De hoje até sexta-feira. E depois você pode ver também no site ruralbr.com.br

 

Merce Gregório – Uberaba-MG

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Comentários (2)

  • rodrigoa@selecta.com.br diz: 6 de outubro de 2013

    Boa noite

    Preciso de contato dos confinamentos de Goiás, principalmente o de anicus e da faz mirante. Tenho casca de soja ao preço competitivo.

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