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Semana de Expointer

28 de agosto de 2014 0

Expointer

Na próxima semana estarei fora de Brasília, pois pretendo participar ativamente de diversos eventos que ocorreram durante a Expointer, em Esteio, no Rio Grande do sul.

Acompanho o evento há muitos anos. Por ele fui responsável nos períodos em que exerci a titularidade da Secretária da Agricultura e Abastecimento, durante os governos de Pedro Simon e Germano Rigotto. Nas outras edições, sempre compareci representando entidades da sociedade civil.

A Expointer não é apenas feira ou demonstração de tecnologia. Tem aspectos culturais, sociais, esportivos – como o Freio de Ouro, tradicional competição com cavalos crioulos -, promove o turismo e se constitui em lazer para a população.

Ocorrem no Parque de Exposições Assis Brasil demonstrações ensejadoras de negócios nas áreas de máquinas e implementos, animais com alta genética, produtos da agricultura familiar, artesanato e amplas possibilidades de exuberante gastronomia, fazendo da Expointer um evento diferenciado. Os shows artísticos são constantes, complementando a razões para a atração do público. Os congressos, fóruns e seminários estimulam os debates a respeito das questões referentes ao agronegócio.

Neste ano, a presença dos candidatos à presidência da República, bem como a outros cargos eletivos, aumentará a atenção ao evento.

Ficarei toda a próxima semana no Rio Grande do Sul pelo que, durante o período, não publicarei artigo neste espaço, a não ser que fatos novos e importantes devam ser divulgados e analisados.

Odacir Klein

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Viagem a Washington 2

26 de agosto de 2014 0

No último artigo, mencionei que ficaria ausente por alguns dias, em razão de viagem a Washington, a convite da Dow AgroSciences. A empresa montou excelente programação, permitindo contatos com áreas públicas e privadas envolvidas com o agronegócio.

Em reunião com integrantes da Biotechnology Regulatory Services tivemos exposições de integrantes de setores que tratam de segurança: na agricultura, no consumo de alimentos e rações e no uso de pesticidas.

Alguns pontos mereceram atenção. No que diz respeito à liberação de novos eventos com uso de biotecnologia, a principal preocupação era com a aceitação em países consumidores. Esta é uma preocupação também existente no Brasil, tanto que a notícia hoje divulgada de que a China liberou o uso de diversas variedades de milho e soja geneticamente modificadas produzidas em nosso país demonstra que é necessário garantir a aceitação em outros países quando se busca liberar o uso de novas sementes e tecnologias para aumento de produtividade interna, com sustentabilidade.

Um ponto importante é que as três áreas que tratam de liberações de insumos agrícolas nos Estados Unidos têm posições independentes, mas procuram chegar a consensos, superando pontos de vista divergentes através do diálogo, confluindo para a aprovação ou indeferimento, por unanimidade.

É uma situação bem diferente da brasileira, onde, no caso da biotecnologia, contamos com a CTNBio, que atua com eficiência e razoável rapidez, enquanto no caso dos defensivos a tríplice atribuição – Mapa, Ibama e Anvisa – é altamente burocratizante, causando injustificável morosidade.

Outra informação importante é que no caso do plantio de sementes transgênicas é legalmente obrigatória a prática do “refúgio”, com a necessidade de espaços com sementes não geneticamente modificadas, para preservação da tecnologia.

Nos contatos com entidades privadas, diferentemente de anos anteriores, houve preocupação menor com mercado e mais com o uso dos instrumentos modernos para aumento da produção, com sustentabilidade.

Isto se explica por que as safras norte-americanas estão previstas como altamente expressivas e embora a oferta abundante possa resultar em queda de preços, os mecanismos institucionais naquele país permitem garantir renda ao produtor. Há uma grande preocupação com a necessidade de um esforço com vistas a uma interação.

O Brasil e os Estados Unidos podem ser vistos como competidores ou como complementares no agronegócio. Em alguns pontos haverá competição, mas a busca do intercâmbio de experiências e a conjugação de esforços com vistas a diminuir resistências dos mercados importadores são fundamentais, pois a demanda por alimentos e agroenergia vai continuar forte no mundo. É preciso produzir usando instrumentos cada vez mais modernos e que, sem agressão ao meio ambiente, superem os percalços decorrentes da escassez de água e de terras disponíveis.

Odacir Klein

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Viagem a Washington

26 de agosto de 2014 0

A convite da Dow AgroSciences, estou viajando hoje, para integrar-me à delegação que encontra-se nos Estados Unidos.

O objetivo, na capital norte-americana, é contatar com dirigentes de entidades do setor de agronegócio e representantes dos poderes públicos.

Já participei, por duas vezes, a convite da empresa, de viagens idênticas e os resultados, no sentido de intercâmbio e coleta de informações, são altamente positivos.

Na próxima semana, estarei de volta e terei a oportunidade de informar e opinar a respeito do que vi e ouvi.

Até então,

Odacir Klein

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Reflexões sobre a vida

14 de agosto de 2014 0

“Basta a cada dia a sua própria aflição” (Mateus, 6:34)

Ontem fiquei surpreso comigo mesmo, pelo abatimento resultante do acidente que vitimou Eduardo Campos – candidato à Presidência da República – e as pessoas que o acompanhavam. Surpreso porque sempre encarei a morte como uma passagem para outra etapa e reagi com força a episódios de minha vida muito intensos.

Quando passei pela perda de entes queridos, até de forma traumática, agi como alguém que, em alto-mar, ao tempo em que chorava, precisava remar para vencer a tempestade.

Procurei, nestas ocasiões, superar a desolação e a tristeza com a força necessária para sobreviver.

Passei a administrar a saudade não como a dor pela separação, mas como a alegre lembrança dos momentos felizes vividos com o ente querido que partiu e com a certeza da alegria de um futuro reencontro.

Ontem foi diferente. Não convivi com Eduardo Campos. Fui amigo de seu avô Miguel Arraes. Em 1977, um grupo de jovens parlamentares, em uma viagem à Europa, decidiu contatar com os exilados. Arraes foi da Argélia para Paris, onde nos encontramos. Conversamos sobre a nossa luta por democracia. Ele ficou muito agradecido. Apoiou-me, como deputado federal, em minha candidatura à presidência da Câmara dos Deputados. Quando fui ministro dos Transportes ele era governador de Pernambuco e tivemos a oportunidade de interagir.

Repito: não convivi com seu neto Eduardo Campos.

Na manhã de ontem, antes de saber do acidente, refleti muito, embora meus 71 anos, sobre a possibilidade de carências futuras – minhas e de meus familiares -, com obstáculos a serem superados, preocupando-me com dificuldades que podem ocorrer daqui a algum tempo.

Esqueci-me, durante as preocupações, que vivia o início de um dia no qual muitas pessoas, de forma abrupta ou natural, chegariam à estação para tomar o transporte com destino à eternidade.

A morte de Eduardo Campos me fez refletir sobre a importância de viver intensamente cada dia, fazendo o bem. É fundamental ter projetos e buscar o fortalecimento pessoal para enfrentar as tarefas. No entanto, exceder-se em preocupações com o que pode advir muitas vezes nos angustia e enfraquece.

Na noite anterior, assisti ao seu depoimento pela televisão, como candidato à Presidência da República.

Constatei que estava cheio de planos para o Brasil. Não teria meu voto pessoal, mas contava com meu respeito.

Fiquei abalado, repito, com a notícia de seu falecimento, mas concluí que devemos viver com otimismo, para que não façamos de um dia que pode ser o da viagem derradeira um sofrimento pelas preocupações excessivas com o futuro.

Rezarei por ele e pela sua família.

Odacir Klein

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Leilão de Pepro para milho

12 de agosto de 2014 0

Foi anunciada a decisão governamental de praticar operações de Prêmio Equalizador de Preço Pago ao Produtor – Pepro – nos estados do Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás, para a movimentação de milho.

Mencionado prêmio se constitui em pagamento feito ao produtor ou sua cooperativa, mediante participação em leilão, visando a garantir preço mínimo.

Em alguns anos, tal prática já ocorreu e grande parcela das aquisições foi feita por agroindústrias que destinaram o cereal à produção de proteínas animais.

Há notícia de que o governo poderá adquirir também expressiva quantidade de milho sob forma de Aquisição do Governo Federal – AGF – para garantir estoques governamentais, que se destinam principalmente ao Nordeste, quando necessário.

Tais práticas garantem abastecimento interno e preço mínimo pago ao produtor do grão.

É óbvio que com a perspectiva de abundante oferta de milho, principalmente em razão da safra dos Estados Unidos, outras operações serão necessárias no decurso de 2014, com vistas a assegurar o que é determinação constitucional, ou seja, atribuir ao produtor preço compatível com seus custos de produção.

Odacir Klein

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