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Projeto da Abramilho para produção e mercado

27 de janeiro de 2015 0

Abramilho

A Associação Brasileira dos Produtores de Milho – Abramilho – que tem como presidente institucional o produtor Sérgio Bortolozzo e presidente-executivo o ex-ministro Alysson Paolinelli, elaborou, como resultado de estudos acadêmicos e amplo debate com os diversos elos da cadeia produtiva do milho, um projeto sobre a produção e o mercado de referido grão, que foi entregue ao governo.

Combinei com o Dr. Alysson Paolinelli que a entidade divulgará, mais uma vez, tal trabalho, no 7º Fórum Nacional do Milho, que será realizado no dia 9 de março, às 14h, durante a Expodireto/Cotrijal, em Não-Me-Toque/RS.

Com isto, novamente vez estará ocorrendo o debate a respeito do assunto, com a sociedade civil oferecendo sugestões.

No mencionado Fórum haverá palestra do consultor Carlos Cogo sobre a situação atual no mundo e no Brasil, referentemente a milho, com a apresentação de algumas sugestões. Na sequência, o projeto da Abramilho poderá embasar o debate, não apenas com os circunstantes, mas com a representação do governo, que estará presente.

A posterior edição da revista alusiva ao Fórum, com texto resultante de consulta aos representantes dos diversos elos da cadeia produtiva, contribuirá para a interação necessária e organizada entre os setores privado e público.

Odacir Klein

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Interagir para solucionar

23 de janeiro de 2015 0

Luiz Moan

Ontem – 22/01/2015 – encontrei, em uma reunião marcada pelo ministro de Minas e Energia Eduardo Braga com representantes de diversas entidades, o presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores – Anfavea – Luiz Moan.

Antes do início da reunião, ele, eu e outras pessoas participávamos de um pequeno grupo para conversas informais.

Ele, com sabedoria, repetiu algumas vezes que para se buscar soluções com vistas a superar conflitos de interesse é preciso dialogar.

Argumentei que procuro, não só em espaços escritos e palestras, mas até promovendo eventos, forçar o sentido da interação em uma sociedade altamente corporativista.

Já escrevi a respeito da “umbigolatria”. Alguns idolatram o próprio umbigo e agem com vistas à sua rentabilização, sem olhar para os interesses do conjunto.

Tanto nas câmaras setoriais que integro como nos fóruns de cuja organização participo, a exemplo do Fórum Nacional do Milho, insisto que me parece uma perda de tempo a realização de eventos meramente informativos e sem desdobramentos, como muitos, até badalados, que ocorrem no país. Considero, também, que as reivindicações das áreas corporativas junto ao poder público muitas vezes não se baseiam em reflexos no interesse do conjunto e nem examinam quem paga a conta.

Entendi muito importante alguém com a expressão do presidente da Anfavea ter este ponto de vista, que realça a relevância do diálogo e da interação.

Como o conheço há bom tempo e sei de sua capacidade empresarial e sua liderança, irei procurá-lo para conversarmos sobre a criação de mecanismos que reforcem as reflexões relativas à importância da interação que possam transformar os interesses corporativos em mais cooperativos.

Odacir Klein

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Levi e Levy: duros cobradores de impostos?

20 de janeiro de 2015 0

A bíblia relata que Levi era um cobrador de impostos a quem Jesus chamou para segui-lo, dando-lhe o nome de Mateus, que passou a ser não apenas apóstolo, mas evangelista.

A população odiava o cobrador de tributos, tanto que criticou Jesus por fazer uma refeição com ele e convidá-lo para a missão apostolar.

Levi, mesmo acompanhando Jesus, não assumiu uma postura resistente quanto ao cumprimento dos deveres dos cidadãos com o Estado, pois transmitiu a célebre frase “Dai, pois, a Cesar o que é de Cesar e a Deus o que é de Deus”.

Temos agora o Levy, com “y”, no Ministério da Fazenda.

Alguns dizem que tem “mãos de tesoura” para cortar gastos públicos. De outro lado, além de anunciar mudanças nos tributos brasileiros, já anunciou, ontem, algumas medidas no setor, mexendo com contribuições e impostos.

Já escrevi, em artigo anterior, que quanto aos cortes nos gastos públicos, é fundamental que haja cuidadosa seleção para que programas de desenvolvimento com reflexos sociais não sejam prejudicados.

Não basta pensar apenas em dar a Cesar, mas é importante saber que os governos existem para administrar orçamentos com vistas ao bem estar da população, sem promoção de privilégios à concentração de rendas.

Quanto aos tributos, o que temos no Brasil é um sistema tributário dos mais confusos do mundo. A reforma tributária é uma necessidade, mas todas as tentativas para implantá-la foram frustradas por posturas corporativistas ou pela prevalência de interesses regionais.

Enquanto não temos um novo modelo tributário, algumas mudanças são necessárias.

Cada alteração que for encaminhada ao Congresso Nacional receberá propostas corporativistas de mudanças e atenção a interesses setoriais.

No caso da CIDE, que incidirá sobre combustíveis, não há dúvidas de que as críticas serão muito fortes, pelos reflexos no custo da gasolina. Lembro, no entanto, que o setor sucroalcooleiro, com vistas à produção de etanol, vinha insistindo há muito tempo que a retirada de incidência da mencionada contribuição desestimulava a produção do combustível não fóssil.

Cada medida beneficiará alguns setores e prejudicará outros.

A visão não pode ser apenas de garantir receitas públicas, embora o equilíbrio orçamentário seja fundamental.

Ao Levy, com “y”, cabe lembrar que o Levi, com “i”, não deixou de transmitir a mensagem de dar a Cesar o que é de Cesar, mas defendeu, com pregação e informações, que se buscasse o bem estar da população através do “dai a Deus o que é de Deus”.

O Brasil precisa de seriedade na administração orçamentária.

Já escrevi sobre as posturas corporativistas e as resistências. Ninguém quer pagar mais tributos. A maioria defende isenções e benefícios fiscais. Há mobilizações contra aumento de tarifas.

Será preciso diálogo e firmeza para que, tanto no que diz respeito aos cortes de despesas como às mudanças tributárias, haja o necessário conserto na situação atual, sem perder de vista o dever do Estado de promover o bem estar social.

O exemplo do Levi, com “i”, demonstra que é possível dar a Cesar com a visão de que isto é para dar a Deus o que é de Deus.

Odacir Klein

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“Esperar não é saber”. O que fazer com os estoques e a produção de milho?

16 de janeiro de 2015 0

O Brasil inicia este ano com estoques de milho antes nunca vistos. Mais de 15 milhões de toneladas.

O abastecimento interno consumirá em torno de 55 milhões de toneladas durante o ano, o que significa que temos disponibilidade para, sem a safra nova, prover o consumo brasileiro do grão por mais de três meses.

Nos Estados Unidos, também são expressivos os volumes estocados.

Há notícias de que a queda nos preços do petróleo desestimulará o aumento do consumo de etanol – que é produzido com milho – naquele país.

Teremos, embora a diminuição da área de plantio na primeira safra, mas com aumento de produtividade, uma safra 2015/2016 assemelhada à do período anterior.

É muito possível que no decurso do ano haja necessidade de recursos públicos para aquisições pelo governo ou movimentação de safras. Neste ponto, reporto-me ao último artigo publicado neste espaço, demonstrando que esperança não é espera.

Lembrei-me do célebre refrão de Geraldo Vandré na historicamente censurada música Pra não dizer que não falei das flores:

“Vem, vamos embora

Que esperar não é saber

Quem sabe faz a hora

Não espera acontecer”

No caso da comercialização da safra de milho, não dá para esperar que o problema ocorra quando da colheita do que antigamente chamava-se safrinha e agora é a mais expressiva no país. É preciso, desde logo, discutir esta situação.

O 7º Fórum Nacional do Milho, que será realizado no dia 9 de março, às 14h, durante a Expodireto/Cotrijal, em Não-Me-Toque/RS, será uma excelente oportunidade para dialogar com o governo a respeito do assunto.

É importante não só entidades componentes da cadeia produtiva, mas todos os interessados, enviarem sugestões prévias para o debate, que será sucedido pela edição de uma revista com defesa de políticas públicas para o setor.

Somente esperar não é saber. É preciso fazer.

Odacir Klein

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Esperar e esperançar

13 de janeiro de 2015 0

Ao final do ano, minha esposa me mostrou mensagem que recebeu de uma amiga. Nela destacava-se algo que eu nunca percebera: que existe o verbo esperançar. Demonstrava que espera é aguardar e esperança é buscar.

Interessei-me pelo assunto e encontrei importante abordagem a respeito do mesmo na publicação Pedagogia da Esperança, do extraordinário sociólogo Paulo Freire.

Menciono aqui dois trechos dele.

“Enquanto necessidade ontológica, a esperança precisa da prática para tornar-se concretude histórica. É por isso que não há esperança na pura espera”.

“Sem um mínimo de esperança não podermos sequer começar o embate, mas, sem o embate, a esperança, como necessidade ontológica, se desendereça e se torna desesperança que, às vezes, se alonga em trágico desespero.”

Li a mensagem e refleti. Estava esperando a passagem de ano com esperanças para 2015.

A mudança no calendário, apenas podia aguardar. No entanto, aquilo que objetivava alcançar ou gostaria que ocorresse dependia não apenas de fatos naturais, mas de minha interação.

Queremos paz, resultados na economia, justiça social, desenvolvimento e fraternidade.

Não podemos apenas assumir atitude de espera, aguardando. É necessário que tenhamos atitudes.

No caso do agronegócio brasileiro, há perplexidades.

Políticas de controle orçamentário não podem representar cortes de recursos necessários à pesquisa, à infraestrutura, ao estímulo à produção e à comercialização.

Há desejo de uma sociedade mais honesta. Para alcançá-la, precisamos não apenas praticar honestidade, mas fortalecê-la com exemplos e combate à sua violação.

Na economia, para produzir resultados em que o desenvolvimento resulte em justiça social, precisamos ousar, agir e concorrer para soluções.

Não fiquemos no aguardo, esperando e muitas vezes apenas criticando. Se temos esperança, é necessário buscar o que defendemos e almejamos.

Odacir Klein

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