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Câmbio: Estados Unidos decidem pelo mundo

19 de dezembro de 2014 0

Que Câmbio Queremos.png

No dia 2 de dezembro de 2010, a Klein & Associados, em parceria com a Organização das Cooperativas Brasileiras – OCB – organizou um fórum sob o título Que Câmbio Queremos?.

Foram palestrantes Gustavo Loyola, ex-presidente do Banco Central, o embaixador Rubens Ricupero, que como ministro da Fazenda encaminhou a implantação do Plano Real e o economista Carlos Eduardo Freitas, ex-diretor do Banco Central.

A situação cambial era extremamente inversa à atual. Os Estados Unidos, emissores do dólar, que é a moeda padrão no câmbio internacional, olhavam para dentro e tentavam resolver os problemas de sua economia, então debilitada, através de emissões de moeda para aquisição de títulos do tesouro e fortalecimento econômico interno. Isto produzia reflexos no mundo.

No Brasil, a tentativa de compatibilizar o valor do real em relação à moeda americana era exercitada através de diversos mecanismos, quer tributários, quer ações do Banco Central, como, por exemplo, através do swap reverso.

Ao início do governo da presidente Dilma, ela e o ministro Guido Mantega referiram-se aos efeitos perniciosos das emissões de moeda pelos Estados Unidos.

Agora, a situação é inversa. O Brasil pratica não mais swaps reversos, mas diretos, e busca mecanismos para evitar o aumento descontrolado do valor da moeda do país norte-americano.

Continuo insistindo na tese de que precisamos de um novo Bretton Woods, para que o mundo discuta a política cambial e as decisões de um país não reflitam sobre o conjunto da economia mundial.

Tão diferente de agora era a situação há quatro anos, quando realizamos o fórum. Clique aqui para acessar a revista que resultou das conclusões daquele encontro, com suporte nas opiniões dos palestrantes, nos debates e nas interações havidas com pessoas que leram antecipadamente o texto prévio da mesma e opinaram.

Na conclusão da revista é mencionada a frase de Friedrich Von Hayek “São três os símbolos de toda nação que se leva a sério: a bandeira, o hino e a moeda”.

É impossível cada país ter o controle do valor de sua moeda quando o Banco Central dos Estados Unidos – FED – decide volumes de emissões com reflexos no mundo.

Odacir Klein

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Discurso presidencial

16 de dezembro de 2014 0

Posse da diretoria e conselho fiscal eleitos da Confederação da Agricultura e Pecuária

Li que a presidente Dilma Rousseff, ontem, em seu discurso na posse da nova diretoria da Confederação Nacional da Agricultura – CNA – ressaltou a importância do agronegócio, enfocando diversos aspectos referentes ao mesmo.

Sem me tornar repetitivo, insisto em que, mesmo com nova equipe econômica e a necessidade de ajustes orçamentários, os recursos destinados ao setor precisam ser suficientes e tempestivamente liberados, não apenas para garantir produção, mas movimentação de safras.

Dos aspectos enfocados, ressalto dois que me parecem merecer destaque:

1º Seguro

O governo Dilma, nesta área, aumentou consideravelmente os recursos destinados a estimular a contratação pelo produtor. No entanto, a expectativa é de que em seu segundo governo a presidente possa não apenas garantir verbas, mas estimular a busca de um modelo institucional que possa ensejar, pelos agricultores de qualquer porte, a contratação de seguros para a garantia de renda mesmo diante de intempéries.

Maior ou menor volume financeiro pode oscilar de governo para governo. Garantia de políticas através de um modelo institucional cria práticas permanentes. A discussão a respeito do assunto é das mais importantes.

Pretendo utilizar os espaços que detenho visando a aprofundar o debate relativo ao tema.

2º Sustentabilidade e produtividade

A abordagem pode parecer repetitiva. No entanto, os avanços ensejados pela pesquisa, com oferta de alta tecnologia para a produção sem agressão ao meio ambiente, garantirão ao Brasil o papel de expressivo alimentador do mundo.

Ao governo incumbe não apenas garantir os necessários recursos para a Embrapa e outras instituições públicas de pesquisa, mas estimular as parcerias, para que interagindo com instituições e empresas privadas os esforços possam ser maximizados e as experiências produzam efeitos multiplicados.

O controle das despesas públicas não pode prejudicar o estímulo à pesquisa.

As parcerias, de outra parte, poderão complementar as necessidades para que efetivamente tenhamos produtividade sem prejuízo da sustentabilidade.

Vamos ficar acompanhando esses assuntos no próximo governo da presidente Dilma.

Odacir Klein

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Alcoolismo e alcoolatria: doença e dependência

12 de dezembro de 2014 0

O assunto de hoje pode parecer estranho a este espaço. No entanto, como me considero no dever de alertar sobre as questões do alcoolismo, pelo fato de, em um período da minha vida, ter sido dependente de bebida alcoólica, escrevo com o objetivo de multiplicar informação.

Li que a 4ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região decidiu proibir a publicidade de bebidas alcoólicas com teor igual ou superior a 0,5 graus Gay Lussac, em emissoras de rádio e televisão.

A veiculação somente poderá ocorrer ente 21h e 6h, com restrições para o horário entre as 21h e as 23h e, no conteúdo, a proibição de associar o consumo de bebidas a esportes, condutas saudáveis ou desempenho pessoal.

Entendo que a decisão é paliativa, pois, na minha ótica, os governos deveriam usar parcela dos tributos arrecadados com a produção e o consumo de bebidas alcoólicas para grandes campanhas de divulgação a respeito da alcoolatria, do alcoolismo e seus reflexos.

Tenho certeza de que a quase totalidade dos leitores conhece quatro reações perante a ingestão de álcool.  A primeira é dos que têm organismo que rejeita a substância e, em consequência, não bebem, pelo que não correm o risco de se tornarem alcoolistas. A segunda, dos que – constituintes da maioria da população – podem beber moderadamente, sem estímulo orgânico eufórico ao consumo de grandes quantidades, pelo que o uso da bebida é apenas prazeroso e não gerador de infelicidade. A terceira é formada pelos que, embora não dependentes de bebida alcoólica, por não a ingerirem com habitualidade, têm insuficiência orgânica de endorfina e, quando bebem, alimentam o organismo com um agente externo, o que causa euforia e desejo de beber cada vez mais, chegando ao porre. A quarta, dos que são incluídos na situação anterior e bebem com habitualidade, instalando no organismo alcaloides, que dele não sai, causando uma doença incurável.

Embora muitos divirjam, no meu entendimento, há uma diferença entre o alcoólatra e o alcoolista. O primeiro é dependente de bebida alcoólica, pois tornou-se um viciado. O segundo é o que instalou a doença incurável em seu organismo, mas pode, como é o meu caso, abandonar a bebida.

Há mais de dez anos não tomo nenhuma gota de álcool, mas tenho a certeza de que, como o hóspede indesejado que originei, bebendo, não morre e não abandona seu posto, se beber, recairei, por alimentá-lo.

A absoluta maioria da população não tem conhecimento disto.

Muitas vezes me estimulam a beber, dizendo: bebe só um pouquinho.

Não há campanhas de esclarecimento de que alguém pode ter instalado em seu organismo a doença do alcoolismo e, mesmo assim, abandonar a dependência, combatendo o vício. Também não há divulgação de que quem bebe com euforia, mesmo não tendo chegado ao estado da alcoolatria, precisa cuidar, pois é um candidato ao vício e à doença.

Nas novelas abordam a questão do alcoolismo normalmente de forma equivocada, pois não há um aprofundamento da informação. No entanto, demonstram que beber é símbolo de prazer e status.

Maior efeito causaria uma grande campanha publicitária em todos os horários informando sobre essas questões do que a permissão para publicidade apenas em determinados horários.

No livro “Conversando com os Netos” abordei amplamente esta questão.

Espero estar contribuindo para a discussão do assunto.

Odacir Klein

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Carlos Cogo: palestra no 7º Fórum Nacional do Milho

09 de dezembro de 2014 0

Carlos Cogo

O consultor Carlos Cogo, da Carlos Cogo Consultoria Agroeconômica, aceitou convite da Klein & Associados para ser o palestrante do 7º Fórum Nacional do Milho, a ser realizado no dia 9 de março, às 14h, em Não-Me-Toque/RS, durante a Expodireto/Cotrijal.

Tratando-se de um dos mais qualificados e informados palestrantes da área do agronegócio no Brasil, sua participação é garantia de um debate profícuo.

Além de sua palestra, outros interagentes participarão, expondo e debatendo relativamente às posições do governo e das entidades privadas sobre as necessidades para uma política com vistas à produção, movimentação de safras e ao abastecimento de milho.

O Fórum, como sempre, ensejará ampla interação e resultará, após submissão de um texto prévio aos diversos elos da cadeia produtiva, na edição de uma revista com opiniões, sugestões e reivindicações.

Até a data do evento, a Klein & Associados prestará outras informações.

Odacir Klein

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Que timaço!

05 de dezembro de 2014 0

O assunto pode parecer simplesmente de interesse do Rio Grande do Sul, mas o fato que abordo merece reflexão nacional.

O governador eleito José Ivo Sartori anunciou os três primeiros nomes de componentes de seu secretariado: Carlos Búrigo para a Secretaria-Geral de Governo; Márcio Biolchi para a Chefia da Casa Civil e Giovani Feltes para a Secretaria da Fazenda.

As escolhas demonstram segurança e responsabilidade. São três nomes expressivos e que garantem seriedade, com resultados positivos.

Carlos Búrigo foi prefeito de São José dos Ausentes e qualificado colaborador de José Ivo Sartori quando este foi prefeito de Caxias do Sul. Exerceu a titularidade da Secretaria de Finanças e Gestão, com resultados altamente produtivos.

Márcio Biolchi, deputado federal eleito, é um jovem com 35 anos, extraordinária capacidade de diálogo e trânsito qualificado junto aos partidos políticos e parlamentares. Já foi vereador, deputado estadual, secretário de estado e dirigente partidário no PMDB. Representa segurança de interação séria e competente nas áreas pública e privada.

Giovani Feltes, três vezes prefeito de Campo Bom, sempre com grande sucesso, é combativo deputado estadual, tem experiência administrativa e firmeza. Homem sério, bom administrador, leal e competente.

Todos sabem das dificuldades relativas às finanças públicas do Rio Grande do Sul. Sartori terá sérios obstáculos por enfrentar. Demonstra que pretende formar um governo qualificado.

Os outros nomes até agora mencionados como indicações de partidos políticos que apoiarão o governo são de pessoas qualificadas. Não é a barganha do toma lá, dá cá.

Como gaúcho, fico feliz e, nas conversas que manterei com o vice-presidente da República Michel Temer, pretendo dizer que o modelo gaúcho pode ser uma boa inspiração para composição de governo em nível nacional.

Odacir Klein

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