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Pedral do Lourenço

12 de setembro de 2014 0

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Divulgo matéria publicada pela Ascom, da Aprosoja, no relatório semanal da entidade.

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Dnit relança edital para derrocamento do Pedral do Lourenço

A obra na Hidrovia do Tocantins vai viabilizar o escoamento da produção da região Leste de MT

O Departamento Nacional de Infraestrutura e Transportes (Dnit) lançou um edital para contratar uma empresa para elaborações dos projetos básico e executivo e também que faça as obras de derrocamento do Pedral do Lourenço, na Hidrovia do Tocantins, no Pará. O lançamento do primeiro edital foi em 21 de março, mas foi anulada três meses depois. Este novo certame será aberto no dia 04 de novembro.

A contratação será feita via Regime Diferenciado de Contratação (RDC), que exige que os projetos e a execução da obra sejam integrados, ou seja, feitos pela mesma empresa.

Para os produtores da região Leste de Mato Grosso esta é uma ótima notícia. Com o derrocamento do Pedral do Lourenço, será viabilizada a estação de transbordo de Marabá e, assim, e a utilização das eclusas de Tucuruí para chegar ao porto de Vila do Conde, no Pará.

“Com essa nova rota totalmente viabilizada, poderemos escoar parte da produção pelo Norte do país”, diz Endrigo Dalcin, vice-presidente da região leste da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) e coordenador do GT Rio das Mortes, grupo de trabalho que busca também viabilizar a navegação pelo rio de mesmo nome.

As empresas que trabalham com o transporte de grãos terão mais segurança para investir nas estações de transbordo e nos portos a partir do momento em que a trafegabilidade for viabilizada através do projeto de derrocamento. A rota atende também os estados do Tocantins, Goiás e o sul do Pará.

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As fotos publicadas mostram a situação atual do mencionado obstáculo à navegação e como ficará após a implantação definitiva do projeto, com grandes benefícios para o transporte hidroviário, favorecendo a circulação de mercadorias e produtos entre o Centro-Oeste e portos do norte do país.

Odacir Klein

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Dia do médico-veterinário: gratidão

09 de setembro de 2014 0

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Meu amigo José Alcides Marques Menezes, médico-veterinário, que em sua atividade profissional ocupou importantes posições no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – Mapa – lembrou-me que hoje é dia dedicado aos profissionais que exercem a medicina veterinária.

Segundo ele, em 1933, Getúlio Vargas assinou o Decreto-Lei 23.133 regulamentando a profissão.

A atividade é antiga e avança cientificamente de forma acelerada. A população evolui no sentido de entender a importância de cuidados com os animais, não apenas em razão de resultados econômicos, mas também de interação afetiva.

Os médicos-veterinários atuam garantindo a saúde animal, mas também a humana. Exercem cuidados assemelhados aos que os médicos destinam às pessoas. Concorrem para os avanços no sentido de produtividade e são fundamentais para a defesa sanitária. Cuidam de animais das mais diversas espécies e, juntamente com profissionais de outras áreas, concorrem para a preservação das mesmas.

Pode parecer exagero afirmar que são promotores de sustentabilidade, mas é inquestionável que suas ações resultam em benefícios ambientais, econômicos e sociais. Por isto, não pretendo apenas manifestar “parabéns”. Expresso um sincero “muito obrigado”, por tudo o que referidos profissionais fazem em benefício não apenas dos animais, mas da humanidade e do meio ambiente.

Odacir Klein

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Ufa!

03 de setembro de 2014 0

A preocupação da cadeia produtiva do biodiesel era que, neste período de recesso branco em função da campanha eleitoral, não houvesse quórum no Senado Federal, no esforço concentrado de ontem, para votação da MP 647/2014, prevendo o aumento da mistura obrigatória de biodiesel ao óleo diesel.

Como se não ocorresse a votação até o dia 25 deste mês a MP deixaria de produzir efeitos, referido aumento – que passou de 5% para 6%, em julho e será de 7% a partir de novembro – retornaria para o patamar inicial.

As duas casas do Congresso Nacional, tanto através da Comissão Especial que examinou a matéria como dos plenários, foram unânimes na aprovação.

O relator, deputado Arnaldo Jardim, acrescentou também a possibilidade do aumento da mistura de etanol anidro passar de 25% para 27,5%, possibilitando, assim, à presidente promover tal aumento, se julgar oportuno.

Foi uma vitória do bom senso, com profundos reflexos positivos no meio ambiente, na saúde humana, na balança comercial, na geração de empregos, na agricultura familiar, no fornecimento de farelo para produção de proteínas animais e no próprio PIB.

Odacir Klein

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Semana de Expointer

28 de agosto de 2014 0

Expointer

Na próxima semana estarei fora de Brasília, pois pretendo participar ativamente de diversos eventos que ocorreram durante a Expointer, em Esteio, no Rio Grande do sul.

Acompanho o evento há muitos anos. Por ele fui responsável nos períodos em que exerci a titularidade da Secretária da Agricultura e Abastecimento, durante os governos de Pedro Simon e Germano Rigotto. Nas outras edições, sempre compareci representando entidades da sociedade civil.

A Expointer não é apenas feira ou demonstração de tecnologia. Tem aspectos culturais, sociais, esportivos – como o Freio de Ouro, tradicional competição com cavalos crioulos -, promove o turismo e se constitui em lazer para a população.

Ocorrem no Parque de Exposições Assis Brasil demonstrações ensejadoras de negócios nas áreas de máquinas e implementos, animais com alta genética, produtos da agricultura familiar, artesanato e amplas possibilidades de exuberante gastronomia, fazendo da Expointer um evento diferenciado. Os shows artísticos são constantes, complementando a razões para a atração do público. Os congressos, fóruns e seminários estimulam os debates a respeito das questões referentes ao agronegócio.

Neste ano, a presença dos candidatos à presidência da República, bem como a outros cargos eletivos, aumentará a atenção ao evento.

Ficarei toda a próxima semana no Rio Grande do Sul pelo que, durante o período, não publicarei artigo neste espaço, a não ser que fatos novos e importantes devam ser divulgados e analisados.

Odacir Klein

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Viagem a Washington 2

26 de agosto de 2014 0

No último artigo, mencionei que ficaria ausente por alguns dias, em razão de viagem a Washington, a convite da Dow AgroSciences. A empresa montou excelente programação, permitindo contatos com áreas públicas e privadas envolvidas com o agronegócio.

Em reunião com integrantes da Biotechnology Regulatory Services tivemos exposições de integrantes de setores que tratam de segurança: na agricultura, no consumo de alimentos e rações e no uso de pesticidas.

Alguns pontos mereceram atenção. No que diz respeito à liberação de novos eventos com uso de biotecnologia, a principal preocupação era com a aceitação em países consumidores. Esta é uma preocupação também existente no Brasil, tanto que a notícia hoje divulgada de que a China liberou o uso de diversas variedades de milho e soja geneticamente modificadas produzidas em nosso país demonstra que é necessário garantir a aceitação em outros países quando se busca liberar o uso de novas sementes e tecnologias para aumento de produtividade interna, com sustentabilidade.

Um ponto importante é que as três áreas que tratam de liberações de insumos agrícolas nos Estados Unidos têm posições independentes, mas procuram chegar a consensos, superando pontos de vista divergentes através do diálogo, confluindo para a aprovação ou indeferimento, por unanimidade.

É uma situação bem diferente da brasileira, onde, no caso da biotecnologia, contamos com a CTNBio, que atua com eficiência e razoável rapidez, enquanto no caso dos defensivos a tríplice atribuição – Mapa, Ibama e Anvisa – é altamente burocratizante, causando injustificável morosidade.

Outra informação importante é que no caso do plantio de sementes transgênicas é legalmente obrigatória a prática do “refúgio”, com a necessidade de espaços com sementes não geneticamente modificadas, para preservação da tecnologia.

Nos contatos com entidades privadas, diferentemente de anos anteriores, houve preocupação menor com mercado e mais com o uso dos instrumentos modernos para aumento da produção, com sustentabilidade.

Isto se explica por que as safras norte-americanas estão previstas como altamente expressivas e embora a oferta abundante possa resultar em queda de preços, os mecanismos institucionais naquele país permitem garantir renda ao produtor. Há uma grande preocupação com a necessidade de um esforço com vistas a uma interação.

O Brasil e os Estados Unidos podem ser vistos como competidores ou como complementares no agronegócio. Em alguns pontos haverá competição, mas a busca do intercâmbio de experiências e a conjugação de esforços com vistas a diminuir resistências dos mercados importadores são fundamentais, pois a demanda por alimentos e agroenergia vai continuar forte no mundo. É preciso produzir usando instrumentos cada vez mais modernos e que, sem agressão ao meio ambiente, superem os percalços decorrentes da escassez de água e de terras disponíveis.

Odacir Klein

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