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Reflexões sobre a vida

14 de agosto de 2014 0

“Basta a cada dia a sua própria aflição” (Mateus, 6:34)

Ontem fiquei surpreso comigo mesmo, pelo abatimento resultante do acidente que vitimou Eduardo Campos – candidato à Presidência da República – e as pessoas que o acompanhavam. Surpreso porque sempre encarei a morte como uma passagem para outra etapa e reagi com força a episódios de minha vida muito intensos.

Quando passei pela perda de entes queridos, até de forma traumática, agi como alguém que, em alto-mar, ao tempo em que chorava, precisava remar para vencer a tempestade.

Procurei, nestas ocasiões, superar a desolação e a tristeza com a força necessária para sobreviver.

Passei a administrar a saudade não como a dor pela separação, mas como a alegre lembrança dos momentos felizes vividos com o ente querido que partiu e com a certeza da alegria de um futuro reencontro.

Ontem foi diferente. Não convivi com Eduardo Campos. Fui amigo de seu avô Miguel Arraes. Em 1977, um grupo de jovens parlamentares, em uma viagem à Europa, decidiu contatar com os exilados. Arraes foi da Argélia para Paris, onde nos encontramos. Conversamos sobre a nossa luta por democracia. Ele ficou muito agradecido. Apoiou-me, como deputado federal, em minha candidatura à presidência da Câmara dos Deputados. Quando fui ministro dos Transportes ele era governador de Pernambuco e tivemos a oportunidade de interagir.

Repito: não convivi com seu neto Eduardo Campos.

Na manhã de ontem, antes de saber do acidente, refleti muito, embora meus 71 anos, sobre a possibilidade de carências futuras – minhas e de meus familiares -, com obstáculos a serem superados, preocupando-me com dificuldades que podem ocorrer daqui a algum tempo.

Esqueci-me, durante as preocupações, que vivia o início de um dia no qual muitas pessoas, de forma abrupta ou natural, chegariam à estação para tomar o transporte com destino à eternidade.

A morte de Eduardo Campos me fez refletir sobre a importância de viver intensamente cada dia, fazendo o bem. É fundamental ter projetos e buscar o fortalecimento pessoal para enfrentar as tarefas. No entanto, exceder-se em preocupações com o que pode advir muitas vezes nos angustia e enfraquece.

Na noite anterior, assisti ao seu depoimento pela televisão, como candidato à Presidência da República.

Constatei que estava cheio de planos para o Brasil. Não teria meu voto pessoal, mas contava com meu respeito.

Fiquei abalado, repito, com a notícia de seu falecimento, mas concluí que devemos viver com otimismo, para que não façamos de um dia que pode ser o da viagem derradeira um sofrimento pelas preocupações excessivas com o futuro.

Rezarei por ele e pela sua família.

Odacir Klein

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Leilão de Pepro para milho

12 de agosto de 2014 0

Foi anunciada a decisão governamental de praticar operações de Prêmio Equalizador de Preço Pago ao Produtor – Pepro – nos estados do Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás, para a movimentação de milho.

Mencionado prêmio se constitui em pagamento feito ao produtor ou sua cooperativa, mediante participação em leilão, visando a garantir preço mínimo.

Em alguns anos, tal prática já ocorreu e grande parcela das aquisições foi feita por agroindústrias que destinaram o cereal à produção de proteínas animais.

Há notícia de que o governo poderá adquirir também expressiva quantidade de milho sob forma de Aquisição do Governo Federal – AGF – para garantir estoques governamentais, que se destinam principalmente ao Nordeste, quando necessário.

Tais práticas garantem abastecimento interno e preço mínimo pago ao produtor do grão.

É óbvio que com a perspectiva de abundante oferta de milho, principalmente em razão da safra dos Estados Unidos, outras operações serão necessárias no decurso de 2014, com vistas a assegurar o que é determinação constitucional, ou seja, atribuir ao produtor preço compatível com seus custos de produção.

Odacir Klein

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Medida Provisória do biodiesel II

08 de agosto de 2014 0

 

A Câmara dos Deputados aprovou parecer da Comissão Especial encarregada de examinar a Medida Provisória nº 647/2014, que trata do aumento da mistura obrigatória de biodiesel ao óleo diesel.

Foi aprovado o texto enviado pelo Executivo, com pequenas mas importantes modificações, que foram negociadas no âmbito da Casa Legislativa.

O Executivo estabelecera que o Conselho Nacional de Politica Energética – CNPE – poderia, em casos excepcionais, reduzir a mistura para até 5%. A Câmara estabeleceu que tal redução poderá ocorrer até 6%, institucionalizando que tal percentual é o mínimo.

Também foi criada a possibilidade de o Executivo optar por misturas de etanol anidro à gasolina em até 27,5% e não 25%, como ocorre atualmente.

O texto vai para o Senado e as entidades do setor continuarão atentas, pois precisa ser votado, como já escrevi em artigo anterior, até o dia 25 de setembro.

Odacir Klein

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Medida Provisória do biodiesel

05 de agosto de 2014 0

Hoje é um dia fundamental na consolidação do aumento da mistura obrigatória de biodiesel ao óleo diesel.

A Medida Provisória nº 647/2014, editada pela Presidente da República, tem que ser votada até o dia 26 setembro, sob pena de perda dos seus efeitos.

A comissão mista que examina a matéria se reúne hoje e deve aprovar o parecer do deputado Araldo Jardim. No entanto, a MP precisa ser votada nos plenários da Câmara e do Senado, em período de funcionamento apenas em esforços concentrados, um deles previsto para hoje e amanhã e outro para o mês de setembro.

O aumento da mistura obrigatória foi uma conquista da sociedade. Seria frustrante o Legislativo não aprova-la por falta de votação.

Estou envolvidíssimo com o assunto.

Odacir Klein

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México importará carne de frango brasileira com tarifa zero

01 de agosto de 2014 0

Pela importância da matéria, reproduzo aqui texto divulgado pelo Ministério da Agricultura, com relação às exportações de carne de frango brasileira para o México.A expectativa é que mais de 26 plantas sejam habilitadas após missão técnica mexicana.

Odacir Klein

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O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), por meio da Secretaria de Relações Internacionais (SRI), realizou visita às autoridades do México, entre os dias 27 e 29 de julho, para negociação de abertura de mercado, principalmente para carnes de frango. A exportação do produto entre janeiro e junho de 2014 ao México foi de US$ 12,9 milhões.
De acordo com o secretário de Relações Internacionais do Agronegócio, Marcelo Junqueira, a principal reivindicação às autoridades sanitárias mexicanas foi a habilitação de 26 plantas brasileiras para exportação de carnes de aves ao país. “Ano passado nós fomos lá e conseguimos habilitar cinco plantas. Esse ano, as exportações estão em um ritmo importante. Já exportamos cinco mil toneladas de carnes de aves e temos a expectativa de fechar o ano em torno de 20 mil toneladas, se mantivermos as cinco plantas”, afirmou.

“Agora queremos que eles aprovem um leque maior de plantas que, segundo o serviço fitossanitário brasileiro, estão aptas a exportar, de acordo com padrão mexicano”, completou. A reivindicação foi aceita por aquele país, que enviará missão técnica ao Brasil no intuito de visitar as 26 plantas e analisar a liberação de exportações. Nos próximos dias o Brasil terá data definida para receber os técnicos mexicanos.

Recentemente o México teve problema de gripe aviária, o que causou problema de abastecimento interno significativo ao país. “Atualmente, a importação de frango do México está na ordem de 150% de imposto, mas por conta dessa necessidade, o México isentou uma cota de importação de carnes de aves na ordem de 300 mil toneladas com tarifa zero para fora do Nafta”, acrescentou o secretário.

Outros acordos

Segundo Junqueira, o foco era a exportação de carne de frango, mas o México apresentou interesse na importação da carne de peru do Brasil. “Eles estão com uma necessidade de 100 mil toneladas com tarifa zero. Mas ainda está em discussão se esse valor fará parte das aves que já estão liberadas ou se seria um adicional de mais 100 mil toneladas”, comentou.

Além disso, as autoridades brasileiras solicitaram a ampliação do número de plantas autorizadas a exportar ovos férteis. Hoje apenas uma empresa no Brasil exporta o produto ao México, mas a expectativa é credenciar mais quatro empresas que teriam condições de exportar ao país.

Outro assunto discutido foi a abertura de mercado para a carne suína que, mesmo com o estado de Santa Catarina livre de febre aftosa sem vacinação, não há autorização de exportação dessa carne para o México. “Com isso, nós colocamos para eles que países com alto rigor sanitário, como Estados Unidos e Japão, reconheceram Santa Catarina como estado habilitado para exportar. Então, os mexicanos se prontificaram a fazer uma nova análise de risco para exportação de carne suína e pediram que nós enviássemos a análise de risco feita pelo Japão e Estados Unidos”, comentou o secretário.

Por outro lado, o México pediu que o processo para a importação de feijão preto pelo Brasil seja acelerado. “Esse processo já está em análise e nós vamos acelerá-lo. Como o Brasil eventualmente importa, nós ficamos de concluir a análise de risco”, disse.

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