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Democracia, diálogo, corporativismo e resultados econômicos

27 de novembro de 2014 0

Hoje, pela manhã, participei de conversa informal com o vice-presidente da República Michel Temer e o senador eleito José Serra, antes do início de painel do qual eles participaram no XVII Congresso Brasiliense de Direito Constitucional, promovido pelo Instituto Brasileiro de Direito Público – IDP – em Brasília.

Todos concordávamos que as soluções econômicas devem ser decorrência do exercício da democracia. Mencionei, na conversa, frase de que lembrava de um discurso de Ulysses Guimarães, onde ele afirmava que a democracia não pode ser vista como uma sobremesa da economia. Defendia que as decisões econômicas devem ser resultado de atitudes democráticas.

Leio, agora, que foi anunciada a nova equipe econômica. Para o Ministério da Fazenda foi indicado Joaquim Levy, para o do Planejamento Nelson Barbosa e Alexandre Tombini foi convidado para continuar na presidência do Banco Central.

As indicações foram majoritariamente bem recebidas.

Lembro, neste momento, do discurso da presidente Dilma Rousseff, poucas horas após sua reeleição, quando ela insistiu na importância do diálogo.

As decisões econômicas deverão resultar de amplo diálogo com a sociedade. No entanto, sabemos que, normalmente, as reivindicações são manifestadas de forma corporativa, com olhos mais voltados para soluções setoriais do que, na verdade, para o interesse nacional.

É importante uma equipe econômica com visão moderna e que tenha firmeza.

Para atender ao que é fundamental será necessário ouvir e encaminhar democraticamente soluções que algumas vezes deverão representar estímulos e até diminuição de receitas orçamentárias e muitas outras tomadas de posições impopulares, mas com reflexos positivos no orçamento público, no combate à inflação, no desenvolvimento econômico, na geração de empregos e no bem estar social.

Com o diálogo defendido pela presidente Dilma Rousseff, ensejado pela sólida democracia vigente, uma equipe econômica capacitada tem condições de desenvolver um trabalho produtivo, sabendo avaliar as reivindicações corporativas.

Vamos não apenas torcer, mas ajudar, com vistas ao sucesso.

Odacir Klein

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Gasto público e crescimento econômico

25 de novembro de 2014 1

Gasto público e crescimento econômico

Dentre as preocupações apresentadas pelos agentes econômicos relativamente à situação brasileira, duas são mais acentuadas: a necessidade de controle do gasto público e a importância do estímulo ao crescimento econômico, principalmente na área industrial.

Sem ser economista, atrevo-me a chamar a atenção para aspectos que me parecem fundamentais.

Relativamente ao gasto público, é preciso distinguir o que é simplesmente uma despesa daquilo que representa possibilidade de investimento, gerando empregos e promovendo crescimento econômico.

Exemplificativamente, uso declaração do presidente do Sindicato das Indústrias de Máquinas e Implementos Agrícolas do Rio Grande do Sul – Simers – Cláudio Bier. O mesmo manifesta preocupação com o Programa de Sustentação do Investimento – PSI – que, segundo ele, “tem sido grande motor de venda de máquinas e implementos”. A matéria está publicada no jornal Zero Hora de hoje.

Os juros das operações de PSI já foram de 2,5% ao ano e, atualmente, são de 4,5. Constituem-se em incentivo, pois, inclusive, estão abaixo dos índices inflacionários. No entanto, são fundamentais e as diferenças entre custos de captação e tais juros são cobertos pelo orçamento público.

Constitui-se, o PSI, em instrumento para promover oferta de tecnologia, aumento de produtividade, empregos, renda e inclusive receita cambial.

Uso o caso apenas exemplificativamente.

Recursos destinados a estimular pesquisa, assistência técnica, modernização de equipamentos e outros avanços não podem ser considerados como meros gastos públicos.

Diante disto, é fundamental que nesta discussão não sejam adotadas visões radicais, criando situação incompatível entre dois grandes objetivos do momento: o equilíbrio orçamentário e o desenvolvimento econômico.

É assunto para ser acompanhado com tranquilidade e sem corporativismo.

Odacir Klein

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Lavoisier tinha razão

21 de novembro de 2014 2

Bio-Bus da cidade de Bristol, na Inglaterra, que é capaz de viajar até 300 quilômetros com um motor movido a gás biometano

“Na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma”.

A notícia publicada por Exame – para acessá-la integralmente, clique aqui – parece-me uma demonstração evidente do que avançamos tecnologicamente.

As ruas da cidade de Bristol, na Inglaterra, receberam nesta quinta-feira (20) seu primeiro ônibus movido a fezes humanas, o Bio-Bus, com 40 lugares, capaz de viajar até 300 quilômetros, com um motor movido a gás biometano gerado na decomposição de fezes, esgoto e lixo orgânico. O combustível é menos poluente do que os de origem fóssil. Antes de ser usado, o gás recebe metano e tem o CO2 removido. Há remoção de impurezas que possam produzir odores.

A população mundial continuará aumentando e a busca de fontes de energia decorrentes deste aumento populacional será importante.

É verdade que ocorre uma prática quase experimental, na cidade de Bristol, na Inglaterra, com o uso de fezes humanas para combustível movendo veículo de transporte. No entanto, pesquisar e buscar alternativas é fundamental.

Odacir Klein

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9º Prêmio Cooperativa do Ano

18 de novembro de 2014 0

 

O Sistema OCB realizará, no dia 25/11, em Brasília, no Centro de Eventos Brasil 21, a solenidade de entrega do 9º Prêmio Cooperativa do Ano.

Participei, em circunstâncias diferentes, de outras edições. Fui, num determinado ano, membro de um grupo específico que selecionou instituições premiadas.

Em outras ocasiões, estive presente na solenidade de entrega dos prêmios.

Aplaudo a iniciativa, pois o evento objetiva exatamente distinguir quem apresenta os melhores trabalhos e mais exercita a criatividade, com vistas aos avanços necessários à defesa dos interesses dos cooperados, principalmente via produtividade com sustentabilidade.

Diversas são as áreas concorrentes e o trabalho dos julgadores é dificultado pela excelência. É o nivelamento por cima. São pesquisas e investimentos para melhorar a organização e a qualidade de vida de seus associados e colaboradores.

O cooperativismo, hoje, é o grande instrumento promotor de solidariedade no exercício de atividades econômicas que devem resultar em proveito social.

Cada passo visando a sair da rotina e a avançar num mundo moderno concorre para não apenas o fortalecimento dos beneficiários, mas a demonstração de que a ação conjunta, mesmo dos pequenos, transforma-se em grandioso resultado.

Estarei, com muito prazer, aplaudindo premiados e reconhecendo o magnífico trabalho desenvolvido pelo Sistema OCB.

Odacir Klein

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É sexta-feira

14 de novembro de 2014 0

Após período de ausência, estou encerrando minhas atividades na primeira semana de presença diária no escritório. Além dos trabalhos normais, participei de reuniões, inclusive presidindo a da Câmara Setorial de Oleaginosas e Biodiesel.

As atividades se constituíram em um ótimo aquecimento para o retorno à normalidade.

O período de afastamento me levou a reflexões: abandonarei muitas tarefas que hoje reconheço estressantes e com pouco resultado, não apenas pessoal, mas para os setores em que atuo; priorizarei os esforços com vistas a render mais; não diminuirei minha produção, mas melhorarei a produtividade.

Aprimorei o ponto de vista de que amar o próximo como a si mesmo não é apenas dedicar-se visando a solucionar as questões dos semelhantes e as comunitárias, mas é, primeiro, cuidar de si para que a fragilidade pelo descaso consigo não prejudique o restante das atividades.

Meu sonho é ser colaborador para a interação entre áreas públicas, privadas e os mais diversos setores, com vistas ao desenvolvimento, ao bem comum, à abundância de alimentos e à paz no mundo.

Bom final de semana.

Odacir Klein

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