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Suinocultores gaúchos são representados em Missão Franco-Ibérico

17 de maio de 2012 0

O Projeto Nacional de Desenvolvimento da Suinocultura (PNDS) em Minas patrocina, de 18 a 31 de maio, uma Missão Franco-Ibérico de Suinocultura. O objetivo, segundo a comissão organizadora, é conhecer a cadeia produtiva suinícola em cidades pólo da Espanha e França, a fim de trazer tendências e práticas positivas ao projeto desenvolvido no País.
O grupo conta com representantes em todos os pólos e instituições, sendo o Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae Minas), através de Fernando Ataíde, Cláudio Gontijo e Marcos Alves; da Associação dos Suinocultores do Estado de Minas Gerais (Asemg), Sabrina Cardoso e Roberto Magnabosco; Fernando Soares e João Leite representando a Associação dos Suinocultores do Vale do Piranga (Assuvap) e Saudali; e Altair Olímpio e Guilherme Queiróz, da Associação dos Suinocultores do Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba (Astap) e Suinco. Da missão participam ainda o presidente da Associação Brasileiras dos Criadores de Suínos (ABCS), Marcelo Lopes; o diretor-executivo da instituição, Fabiano Coser; a coordenadora nacional do PNDS, Lívia Machado; o conselheiro de Relações com o Mercado da ABCS e presidente da Associação de Criadores de Suínos do Rio Grande do Sul (Acsurs), Valdecir Luis Folador; e Josemar Xavier, professor da Universidade de Brasília. “Serão realizadas visitas técnicas nas mais diversas áreas ligadas a suinocultura europeia, oferecendo aos integrantes dessa missão a possibilidade de conhecer as tendências de mercado e casos de sucesso que possam ser replicados na cadeia suinícola como um todo”, explica Ataíde, analista do Sebrae Minas.

As associações
Catalunha (Espanha) e Bretanha (França) são regiões de maior concentração das atividades e palco de maior visitação. O Mercado La Boqueria, Bolsa de Suínos da Catalunha (Mercolleida), Granja Escola OPP, Parque Tecnológico de Lleida, Frigorífico Guissona, Frigorífico Cooperl Arcatlantique (abate 22% suínos França), visita ao mercado atacadista internacional de Rungis e reuniões com Uniporc Ouest (com os técnicos do Ministério da Agricultura), IFIP – Institut du Porc,  Inaporc – French Interprofessional Pork Council fazem parte do itinerário da comitiva.
A Uniporc Ouest é uma associação sindical criada pela associação dos criadores de suínos que controla cerca de 87% da produção francesa fazendo a fiscalização da pesagem, avaliação da qualidade das carcaças e a rastreabilidade dentro dos abatedouros, inclusive atuando na calibração dos equipamentos. Já a Inaporc, segundo o diretor executivo da ABCS, é uma associação  que congrega entidades de diversos elos da cadeia suinícola francesa como associação de produtores, associação de frigoríficos, associação de empresas exportadoras e juntas lutam pela melhoria do setor. “O ganho maior que esta missão trará a seus participantes é a absorção de informações, uma vez que percebendo in loco situações diferentes em termos de organização setorial fica mais fácil perceber que algo que parecia impossível pode ser perfeitamente colocado em prática”, avalia Coser.
Para o presidente da Acsurs, conhecer o trabalho desenvolvido nos países europeus vem para agregar conhecimento, a ser aplicado na suinocultura brasileira. "E é necessário que se busque tal conhecimento. Assim, defendemos o interesse de nossos produtores", frisa Folador.

Fonte: ABC Comunicação, com informações da Acsurs.

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Aprovada Portaria Interministerial

17 de maio de 2012 0

O Governo Federal aprovou a Portaria Interministerial nº 424, de 15 de maio de 2012, que autoriza a ampliação da compra mensal, por produtor cadastrado ativo, de seis toneladas de milho para 27 toneladas, através da venda direta, denominada Venda Balcão. A operacionalização ocorre através da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). As autorizações foram publicadas no Diário Oficial da União ontem (16/05).
De acordo com o presidente da Associação de Criadores de Suínos do Rio Grande do Sul (Acsurs), Valdecir Luis Folador, a entidade, junto da Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS), estava buscando a aprovação da portaria há cerca de dois meses. O produto será vendido a R$ 21 a saca de 60kg.

Fonte: Assessoria de Comunicação da Acsurs.

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Encontro de Suinocultores de Vila Maria ressalta organização rural e associativismo

14 de maio de 2012 0

Em sua 21ª edição, o Encontro de Suinocultores de Vila Maria reuniu produtores, autoridades e lideranças ligados a cadeia da suinocultura. O encontro ocorreu no auditório municipal Félix Rocco Cristan e contou com a participação de em torno de 200 pessoas.
De acordo com a comissão organizadora, o objetivo que norteia esse evento ao longo dos anos é debater os temas relevantes para a agricultura familiar e suinocultores. Em 2012, o tema central foi a organização rural e associativismo.
Para o diretor técnico e presidente em exercício da Emater/RS, Gervásio Paulus, se não existissem as entidades e associações, a situação dos suinocultores estaria muito mais difícil. Paulus falou da importância da atividade não só para o município, mas para o Estado e País. "Onde existe a suinocultura existe o milho e a diversificação, fundamental para uma região em que predomina a agricultura familiar", disse o presidente em exercício da instituição, ao destacar a importância da organização em torno de uma atividade tão representativa.
Para o secretário de Desenvolvimento Rural, Pesca e Cooperativismo (SDR), Ivar Pavan, momentos como esse de encontro técnico são oportunidades de aperfeiçoamento tecnológico, de organização e mobilização do setor. "O governo é sempre convidado a participar e estamos presentes, para, se tiver demandas a encaminhar e, principalmente para homenagear os produtores pela importante tarefa desempenhada na produção de um alimento tão valioso", falou, ao ressaltar a qualidade da carne suína pelo valor nutricional e pelo resgate histórico da cultura, visto que é um hábito dos imigrantes.
O município de Vila Maria tem cerca de 240 produtores de suínos, sendo que desses, 99 realizam a atividade em ciclo completo, ou seja, fase inicial até a terminação, e 138 realizam a criação para consumo próprio. A atividade representa cerca de 4% do PIB do município.
O prefeito de Vila Maria, Rudimar Matiasso, salienta que o encontro é realizado durante as festividades de 24 anos de emancipação do município. "No início de nosso município, a suinocultura era a única atividade; depois, com sistema integrado, passou a ser um importante setor da economia local", disse, ressaltando a Emater/RS-Ascar como fundamental para a realização de eventos como este.
Na palestra sobre organização rural, o chefe do escritório municipal da Emater/RS-Ascar, Luís Otávio Rodrigues, resgatou a história de todos os Encontros de Suinocultores. O primeiro encontro ocorreu em 17 de junho de 1992, abordando aspectos importantes da cultura do milho, alimentos alternativos para suínos e condomínios rurais. Rodrigues também apresentou a trajetória do Conselho Municipal de Desenvolvimento Rural de Vila Maria (Comdevima), atuante desde 1997.
Entre as ações destacadas que partiram deste Conselho estão saneamento, recolhimento de lixo seco das comunidades rurais e campanhas de combate ao borrachudo. Esta foi a 46ª palestra onde o conselho explica suas atividades.
Também foram resgatadas as ações de associativismo realizadas pela Associação dos Suinocultores de Vila Maria (Assuivima), desde a sua criação, em 1991.
Na opinião do presidente da Associação de Criadores de Suínos do Rio Grande do Sul (Acsurs), Valdecir Folador, a suinocultura passa por momentos difíceis, visto que está dependente dos integradores. "Infelizmente nosso poder, como produtores, está bastante enfraquecido, mas temos o poder de mudar a situação por meio de união. Estamos buscando trabalhar políticas que venham ao encontro dos interesses dos produtores, visando à melhoria e à regulamentação do setor", avaliou.
Segundo ele, nos momentos de crise o produtor é quem sofre mais. "Precisamos nos organizar dentro da propriedade e aos poucos buscar negociação para termos um melhor retorno na atividade. Estamos na atividade porque amamos, mas ela precisa ser viável economicamente", finalizou.
Ao final do encontro foi servido um almoço para 550 pessoas, entre técnicos, produtores e autoridades da região e do Estado, como o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Alexandre Postal, e os deputados Gilberto Capoani e Gilmar Sossella, o deputado federal, Jerônimo Göergen e o representante da Secretaria Estadual de Agricultura, Pecuária e Agronegócio, Roberto Azambuja.

O 21º Encontro de Suinocultores de Vila Maria foi uma realização da Assuivima, Emater/RS-Ascar e Prefeitura de Vila Maria, com o apoio da Acsurs e Camâra de Vereadores Municipal.


Fonte: Safras & Mercado, com informações da assessoria de imprensa da Emater-RS/Ascar

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Setor reúne-se com lideranças políticas e apresenta reivindicações

11 de maio de 2012 0

A Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS) reuniu em Brasília, na noite de terça-feira (08/05), parlamentares de diferentes Estados do país. O encontro, realizado em parceria com as entidades estaduais de produtores de suínos, buscou sensibilizar as lideranças em relação aos problemas vividos pelos suinocultores e mostrou que, unidos, os suinocultores têm mais força para lutar por melhorias para o setor. Em torno de 50 pessoas estiveram presentes.

Como principal objetivo, a mobilização dos parlamentares na busca de apoio para a aprovação de projetos de lei que levam melhorias ao setor produtivo. Hoje existem quatro projetos que a ABCS pede apoio para a aprovação. “Para que os projetos de lei sejam aprovados, é preciso a mobilização intensa da ABCS e das demais associações estaduais e regionais. Queremos o apoio dos parlamentares em busca de soluções para a crise do setor”, disse o presidente da ABCS, Marcelo Lopes.

Estiveram presentes os deputados gaúchos Alceu Moreira (PMDB), Deonilson Marcon (PT), Luis Carlos Heinze (PP), Edson Brum (PMDB), Bohn Gass (PT) e Jerônimo Goergen (PP). Compareceram na apresentação da agenda parlamentar da suinocultura o senador Casildo Maldaner (PMDB/SC) e o presidente da Federação da Agricultura do DF, Renato Simplício. A senadora Ana Amélia Lemos (PP/RS) esteve representada pelo chefe de gabinete, Marco Aurélio Ferreira. Também estiveram presentes o ex-ministro da Agricultura Alysson Paulinelli. “Reunimos importantes autoridades nesse encontro, o que reflete a importância da suinocultura para o agronegócio brasileiro e confirma a forte atuação da entidade em prol da atividade”, comentou o diretor-executivo da ABCS, Fabiano Coser.

O cenário da crise atual se resume ao preço pago por algumas empresas pelo quilo do suíno vivo nas granjas que está sendo inferior aos seus custos de produção. Para terminar um animal para o abate, o preço pago ao produtor não poderia ser inferior ao custo de produção de cada Estado. No Rio Grande do Sul e Santa Catarina, os suinocultores têm sofrido diretamente com a crise, principalmente devido à quebra de safra do milho no início do ano, que causou problemas graves no abastecimento e nas cotações do milho nos dois Estados. Nos projetos citados, o principal objetivo é garantir a sobrevivência do produtor nesses momentos e manter a transparência e uma relação justa nas transações entre produtores e agroindústrias do setor.

O presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária – maior bancada do Congresso Nacional –, o deputado Moreira Mendes, reforçou o apoio a suinocultura e destacou as atividades parlamentares desenvolvidas no intuito de fortalecer o produtor.

Já o Deputado Jerônimo Goergen, autor da emenda do plano plurianual 0029/2011 e relator do projeto de lei, nº 7.416/2010, que trata da inclusão da carne suína na pauta de produtos amparados pela Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM), destacou a iniciativa da ABCS em buscar junto aos deputados melhores condições para a suinocultura. “Estamos trabalhando para conseguir junto a Conab maior liberação de milho e também a inclusão da carne suína na política de preços mínimos, garantido maior estabilidade para a cadeia”, comentou.

Os suinocultores gaúchos estiveram representados pelo presidente da Associação de Criadores de Suínos do Rio Grande do Sul (Acsurs), Valdecir Luis Folador. "Sem dúvida, o encontro é um marco para as entidades representativas (ABCS e filiadas) e demonstra a força delas em torno da cadeia produtiva", lembrou Folador, acrescentando que os suinocultores necessitam ter e têm apoio parlamentar.

Segundo o presidente da ABCS, para que os projetos sejam aprovados e uma solução para as crises que afetam a suinocultura seja visualizada, é preciso a mobilização intensa das entidades representativas do setor, a fim de buscar com os parlamentares soluções. “Esperamos, profundamente, que os parlamentares se sensibilizem com as dificuldades enfrentadas pelo produtor.  As crises que constantemente afetam a suinocultura não podem ser deixadas de lado. Elas enfraquecem a economia brasileira”, encerrou.


Os projetos de interesse da suinocultura que estão tramitando no Congresso Nacional

Projeto de Lei, nº 8.023/2010, de autoria da Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural, onde dispõe sobre a Integração Vertical na agropecuária e estabelece condições, obrigações e responsabilidades nas relações contratuais entre produtores integrados e agroindústrias integradoras.

Projeto de Lei do Senado, nº 330/2011, de autoria da Senadora Ana Amélia, que trata da Integração Vertical na agropecuária. Esses dispositivos têm como objetivo regular e normatizar a relação entre produtores integrados e agroindústrias. A aprovação desse PLS, assim como do PL 8.023/2010, trará benefícios para toda a cadeia produtiva, aumentando a eficiência das relações contratuais e promovendo ainda mais o Brasil como referência na suinocultura mundial.

Projeto de Lei, nº 7.416/2010, de autoria do Senador Valdir Raupp, que trata da inclusão da carne suína na pauta de produtos amparados pela Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM), evitando, assim, que a volatilidade do preço dos insumos possa inviabilizar a produção de suínos (como o milho, por exemplo, que saiu de R$15,00/saca 60kg para R$32,00/saca 60kg em algumas regiões do País).

Projeto de Lei, nº 5.194/2005, de autoria do Deputado Ronaldo Caiado, que determina que frigoríficos com registro no Serviço de Inspeção Federal (SIF) informem, diariamente, ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento os preços, quantidades e outras características dos bovinos adquiridos para abate, também é objeto de interesse da suinocultura brasileira, no sentido de que seja proposto um mecanismo similar para o abate de suínos e, assim, favorecer a transparência e evitar a especulação na formação de preços.

Diretor-executivo da ABCS, Fabiano Coser, presidente da Acsurs, Valdecir Luis Folador, deputado Jerônimo Goergen e Renato Simplício



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Suinocultores preocupam-se com preços baixos e alto custo de produção

08 de maio de 2012 0

O suinocultor Francisco Vezaro (52) mostra insatisfação em relação a atual situação dos suinocultores gaúchos. Há cerca de 30 anos, Vezaro se dedica à suinocultura em Paim Filho, município gaúcho situado no noroeste do Estado. "Nós, suinocultores, recebemos pouco pelo suíno. Enquanto isso, o produto é repassado ao consumir com um preço alto. É preciso mudar a situação, caso contrário, não há como continuar", reclama o paim-filhense.
A última pesquisa referente ao preço pago ao suinocultor gaúcho (publicação em 02/05) indicou que o valor médio pelo quilo vivo do suíno é de R$ 2,02 ao produtor independente, enquanto que o integrado recebe o valor de R$ 1,90. No ano passado, no mesmo período, os valores médios eram de R$ 2,36 (independente) e R$ 2,00 (integrado), apresentando diferença negativa de 2011 para 2012. Os dados são da Associação de Criadores de Suínos do Rio Grande do Sul (Acsurs). "É a realidade que o suinocultor está vivendo. A desvalorização do preço pago pelo quilo do suíno ocorre em função de uma produção que cresce de 5% a 6% ao ano e ao consumo da carne suína que permanece igual. Para que a situação mude, é necessário que se ajuste a produção conforme pede a demanda", comenta o presidente da Acsurs, Valdecir Luis Folador.  
Responsável pela criação de 750 matrizes, Vezaro conta com 12 empregados em sua granja e alerta para o fechamento de outras duas no município. "Caso a situação não mude, o próximo pode ser eu", lamenta. "Trabalho de domingo a domingo e a indústria só chora, dizendo que está falida. E nós, suinocultores?", questiona Vezaro.
Entre os casos citados pelo suinocultor, está o de Isidoro Conte (48), residente no mesmo município. Proprietário de uma granja (ciclo completo) com quatro mil suínos, Conte diz que o dia para o encerramento das atividades está próximo. "Estamos há três anos trabalhando no prejuízo. Agora, depois que terminarmos a engorda desse lote, vamos fechar", fala, com perspectiva de seis a oito meses. A granja é familiar e conta com mais quatro pessoas. "Me criei na suinocultura, mas, infelizmente, não tenho opção", frisa Isidoro, lembrando que a criação de suínos começou com o pai.     

Custo de produção
O milho é o principal ingrediente utilizado como fonte de energia na alimentação de suínos. As variações de preço desse alimento refletem diretamente na margem de lucro do suinocultor.
Hoje, o preço médio do saco de milho é de R$ 25,69. Há um ano, já elevado, o valor era de R$ 24,42, subindo 5%. Ou seja, aumentou o custo de produção e diminuiu o valor pago ao suinocultor.

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